História:
Capítulo I
A vida é cheia de coincidências e de uma coisa a
qual chamados de “destino”, que pode muda-la por completo, conhecermos pessoas
que nos podem fazer mudar, mas em toda a luz existe trevas, mas…. Se Lucifer
foi um Anjo e se tornou Diabo… Um ser das Trevas pode se tornar num ser de luz…
esta história que vou contar é de dois completos desconhecidos que o destino
decidiu fazer uma pequena partida, um rufia rico, egocêntrico, sem sentimentos
e bastante convencido e uma bela donzela doce, simpática, frágil, e com um
sorriso que alegrava qualquer pessoa, na qual sua família tinha sido assaltada
e perdido todo o seu dinheiro e todos trabalhavam desesperadamente para manter
sua pequena casa em ordem e todos poderem comer, e viver, o pai, e seu irmão
mais velho.
Tudo aconteceu ao final da tarde de uma
bela sexta-feira, em setembro de 2013, já era outono, porém ainda estava muito
calor e a nossa donzela, pequena de 1,59metros de cabelo castanho claro, olhos
esverdeados, pele lisa e brilhante, trabalhava num pequeno café/esplanada e
levava o lixo aos contentores nas traseiras escuras e assustadoras do café, o
nosso rufia alto, de 1,89metros de cabelo preto, olhos azuis brilhantes, forte,
e muito lindo espalhava o caos com os seus três amigos que na escuridão não
dava para ser ver, e estavam no mesmo local onde estava a nossa menina a deitar
o lixo, e assim como por destino, o nosso ser das trevas bateu nela que acabou
por cair no chão com o saco de lixo a arrebentar à sua frente.
-Sua imbecil! – Disse o rapaz atirando com
saco do lixo aos pontapés para cima da pobre e bela donzela que se encolheu de
medo e foram-se o “Dartacão e os 3 Mosqueteiros das Trevas” embora a rir.
Ela levantou-se, pegou em tudo e colocou no
caixote do lixo e voltou para dentro para o vestiário com pequenos cacifos para
colocar os pertences e o avental e onde estavam seus melhores amigos a falar, Tyler
um rapaz alto, lindo de cabelo castanho-escuro olhos azuis, divertido, sincero,
leal… e gay e a Elena que era um pouco mais alta que a Bianca, de cabelo um pouco ondulado
comprido e castanho claro, de olhos verdes
e que era muito teimosa mas muito animada… ambos ao verem-na ficaram calados estupefactos a olharem para ela.
e que era muito teimosa mas muito animada… ambos ao verem-na ficaram calados estupefactos a olharem para ela.
-Que te aconteceu querida? – Perguntou o Tyler
a virem os dois até ela.
-Na..da…
-Isso não me parece nada! Estás cheia de
lixo em cima…! – Falou Elena preocupada.
-Parece que viste um fantasma… estás muito
pálida e… precisas de uns seis banhos! – Falou o Tyler a colocar as mãos no
rosto da pobre rapariga.
-Estou bem, só apanhei um pequeno susto,
choquei contra… um rapaz e caí, só isso. – Falou a menina.
-Ok… se assim o dizes, nós acreditamos. –
Disse a Elena com um ar mais tranquilo.
-Nós é que gostamos muito de ti e
preocupamo-nos contigo, percebes? – Acabou por falar o Tyler com um ar sincero
e muito simples. – Até o teu nome… - Começou o Tyler.
-Diz que és branca, como a neve, pura,
leve, frágil… és a nossa Bianca. – Rematou a Elena a abraçar a nossa donzela
Bianca.
-Eu sei, obrigado. – Disse a Bianca a
abraçá-los.
Eles ficaram a rir e a vestir-se enquanto
falavam recordando as maluquices.
-Bom trabalho pessoal, podem sair!!! –
Gritou uma mulher da porta do outro lado dos cacifos.
Os três pegaram nas coisas e foram a sair
pela porta das traseiras ainda a rir, e foram pela estrada da bela cidade,
cheia de restaurantes, floristas, lojas de roupa já a fechar, pois já eram
quase meia-noite, e a única coisa aberta eram as discotecas. Havia poucos
carros, os bancos que de dia estavam com gente de idade a conversas estavam
agora vazias, os pássaros das árvores, agora não se ouviam, a única coisa que
se ouvia, eram as próprias vozes ou seus risos, e alguns carros a passar.
Eles ao chegarem ao pequeno parque infantil,
com um escorrega grande, dois baloiços, caixa de areia, mais umas coisas de
crianças, um bebedor de água, arbustos, flores, árvores, bancos e mais umas
mesas de damas e de xadrez para os idosos, separaram-se, o Tyler foi para a
direita, a Elena pela esquerda e a Bianca foi sempre em frente, um caminho
assustador, perigoso e sempre com gente a ser ferida ou morta, e o que a Bianca
não sabia… é que estava a ser seguida pelo nosso rufia e seus amiguinhos.
-Que sítio é este?! Ela é uma pobre! Não
deve ter nada… vamos embora! – Disse o rufia aos amigos e foram-se embora.
A Bianca entrou dentro da casa estragada,
cheia de buracos e foi até à pequena sala, sem televisão ou estantes, só coisas
espalhadas e no sofá minúsculo encontrou o seu pai um homem de cabelo castanho-escuro,
e olhos esverdeados e um homem bem vestido de cabelo preto, olhos castanhos e
com um ar simpático ao lado dele, da cozinha vinha o cheiro do jantar, atum com
massa, e da casa de banho ouvia-se o irmão da Bianca a cantar no banho.
-Que se passou filha?! – Perguntou meu pai
espantado.
-Pois… um pequeno acidente, quando fui
levar o lixo choquei… contra uma pessoa sem querer ao sair pela porta, e caiu
em cima de mim o lixo…
-Está bem, quando a espécie de menina do teu
irmão sair do banho que já está lá à quase 1hora, vai logo… - Disse meu pai e
eu concordei.
Eu passei por eles, dei um beijo no meu pai,
cumprimentei também o senhor, e entreguei um teste com um 19% (na escala de 1%
a 20%) a Português e ele sorriu sorriu-lhe bastante feliz. E então ia em
direção ao quarto pelo pequeno corredor e bateu na porta da casa de banho com
força.
-Sai logo daí menina! A mãe disse que já
estás aí à 1 hora! – Disse a Bianca a gozar e entrou na porta a seguir que era
o seu quarto, com uma pequena cama rosa, uma mesa pequena com livros
organizados e foi preparar o seu pijama, roupa interior e toalha para quando
seu irmão saísse, pegou em seguida num bloco, numa caneta, sentou-se na cama e logo
começou a escrever as suas músicas.
Cerca de meia hora depois o irmão dela bateu à
porta e entrou só de toalha a cobrir a parte de baixo, era um rapaz lindo,
alto, de olhos esverdeados e brilhantes, cabelo castanho claro um pouco
espetado, musculoso e muito parecido com sua irmã.
-Podes ir Bian… Mas que raio te
aconteceu???!!! Quem te fez isso?! Eu mato ele ou ela! – Falou o irmão de
Bianca a entrar a correr até ela que estava sentada na cama com um bloco de
notas.
-Primeiro… obrigado por saíres finalmente…
segundo… porquê estás assim vestido no meu quarto?! Terceiro, não… aconteceu
nada… choquei contra uma pessoa ao levar o lixo e caí com o lixo. – Disse a
Bianca desviando o olhar e pegando nas coisas para tomar banho e já a estava na
porta quando foi interrompida.
-Não me consegues mentir Bia, sabes disso
não é?
-Prefiro nem tocar no assunto, é embaraçoso
demais, obrigado por te preocupares comigo maninho, adoro-te Sam. – Disse ela
se dirigindo a ele para abraçá-lo mas ele afastou-se. – Que se passa?
-Eu adoro-te maninha, mas primeiro… toma
banho, por favor! Depois abraçamos como dois belos irmãos que somos…
-Ok, ok… - Disse a Bianca a sair a rir e
ir até à casa de banho.
Ela tomava banho enquanto cantava demorando
cerca de quinze minutos, vestiu-se em cinco e foi ter com sua família à mesa e
o tema de conversa tinha sido a desgraça da Bianca, entretanto o sorriso do pai
de Sam e de Bianca abriu mais e os olhos dele até brilhavam.
-Tenho uma notícia… o meu melhor amigo de
infância e de escola até à Universidade, aquele que tu viste há pouco filha,
soube que tínhamos sido assaltados, que destruíram a nossa casa e perdido tudo,
então convidou-nos para ir morar com ele e com a família dele até melhorarmos
de finanças, é que eles são ricos, e podem ajudar, tem quarto para todos, ele
tem uma mulher simpática, também minha amiga e tem um filho da tua idade Sam,
18 anos, mas ele… bem… é um pouco complicado.
O Sam e a Bianca ficaram admirados mas no
olhar deles via-se esperança e alegria.
-Então quando vai ser a mudança? –
Perguntou o Sam acabando de comer.
-É melhor irem fazer já as malas, é que amanhã
depois das aulas é só vir aqui pegar nas coisas que o meu amigo vem nos buscar,
e como só temos pouca roupa para levar, não é preciso grandes detalhes. –
Respondeu o pai deles a sorrir.
Todos ficaram calados mas no fundo muito
felizes então o Sam levantou-se e agora já de calças para dormir, abraçou a
Bianca e ela retribui e foi indo até ao quarto.
-Que vais fazer filho?! – Perguntou pai a
gritar para ele ouvir do quarto.
-O
que será pai? As malas é claro!!! -
Respondeu o Sam a gritar a rir vindo do quarto e a Bianca e o seu pai na sala
riram-se.
Como o Sam todos foram fazer as malas,
guardas as roupas de rua, pijamas, roupa de interior, coisas de higiene exceto
pastas de dentes e escovas de dentes e os pentes para se pentearem, foram lavar
os dentes, e dormir…
A noite fora muito longa, só se ouvira gritos
de dor e tiros…
Acordaram todos às seis e quarenta e cinco,
vestiram-se, a Bianca tinha vestido uma t-shirt vermelha muito linda, calções
acima dos joelhos e sapatilhas pretas, o Sam uma t-shirt branca, calças justas
pretas e sapatilhas pretas, e por fim, seu pai vestia um fato elegante e
sapatos pretos, e enquanto o Sam e a Bianca se acabavam de arranjar o pai deles
preparava a mesa e o pequeno-almoço para todos, leite com chocolate e torradas.
Foram todos comer entusiasmados com a
mudança e sair daquele sítio suicida, então a Bianca e o Sam quando acabaram de
comer foram competir para ver quem chegava primeiro à casa de banho mas depois
de brigarem tanto à porta lavaram os dentes juntos, e ele deixou a sua
irmãzinha ficar com a casa de banho primeiro, e a seguir foi ele.
-Até logo pai, até logo irmão tolo! – Disse
a Bianca a sair de casa às oito e dez da manhã.
-Até logo, tem cuidado! – Responderam-lhe
seu pai e o Sam em uníssono.
A Bianca estava a ainda à frente de sua porta
quando veio um rapaz por traz a tentar assalta-la por ela ser tão pensava que
ela tinha dinheiro, mas o Sam veio por trás e o rapaz não a conseguiu ferir
mais que um corte no braço e acabou por cair no chão enquanto o Sam enchia o
rapaz de porrada no chão até ele ficar a sangrar pela boca.
-Não… toques… na… minha… irmã! – Disse
enquanto mandava um soco de cada vez.
O rapaz acabou por conseguir fugir a sangrar,
e a Bianca agarrou-se ao seu irmão que fez um curativo rápido no braço dela, e
então foram juntos até á escola, o caminho era longo, e a estrada a esta hora
deveria ser só carros a buzinar e a deitar fumo, então decidiram desviar e ir
pelo pequeno pinhal e a fazer danças malucas, a cantarem…
-Provavelmente esta é a última vez que
seremos assim agredidos. Vamos finalmente estar longe daquele bairro… - Disse o
Sam abraçando sua irmã e esta como resposta sorriu.
Chegaram à escola grande e velha, mas no
entanto linda, com grandes árvores e um belo jardim, corredores enormes, e
salas distribuídas por quatro filas de três mesas cada, uma biblioteca enorme,
com vários livros raros, um refeitório também grande com dois andares com
diferença de cinco degraus e uns ferros para ninguém cair, tinha várias mesas,
e uma televisão plasma na parede, e a escola tinha também um bar, e uma rádio.
Quando estavam a entrar para o corredor que
dava acesso às salas, a Elena que vestia uma camisa larga verde clara com
calças de ganga e sandálias e o Tyler que vestia uma t-shirt azul escura,
calças de ganga justas e sapatilhas pretas saltaram para cima dos irmãos,
assustando a ambos.
-Booooom dia!!! – Gritaram os dois enquanto
se atiravam para cima de nós abraçando-nos.
-Bom dia Elena… Tyler… - Disse o Sam ainda
a recuperar a audição e os quatro a rir quando o Tyler e a Elena se colocaram
sérios.
-Que cara é essa? – Perguntou a Bianca
confusa e o Sam também não percebera o porquê deles estarem sérios.
-Que cara é esta? Sam… que sangue é esse na
tua mão? – Perguntou o Tyler e o James limpou de seguida ao retirar um lenço do
bolso e colocou no lixo.
-Nada? – Respondeu Sam a sorrir.
-E o que aconteceu ao teu braço Bianca?
Porquê estás com uma atadura aí? - Perguntou a Elena desconfiada.
-Nada? – Respondeu a Bianca e depois olhou
para o irmão a sorrir e ele respondeu da mesma forma.
-Queremos a verdade… - Começou a Elena com
ar preocupada.
-…Por favor… - Concluiu o Tyler também
preocupado.
-Bem… ao sair de casa tentaram assaltar-me
e acabou por me cortar um pouco, o Sam chegou e salvou-me batendo nele.
-Filho da mãe! Eu vou matá-lo! – Disse a
Elena.
-Não precisamos de preocupar mais com este
tipo de gente, maus da fita… - Disse o Sam tentando mudar de assunto e para
aliviar a preocupação dos dois amigos.
-Porquê? – Perguntaram os amigos em
uníssono.
Os irmãos trocaram olhares entre eles, riram
e deram uns passos, viraram-se para trás, para os amigos que esperavam uma
resposta, curiosos, e riram-se.
-Vamos mudar de casa… para a casa de um
amigo do nosso pai… - Responderam os irmãos em uníssono e começaram a andar de
novo e os dois amigos foram até eles os dois abraçando-os por trás e foram os
quatro a andar e a falar.
Enquanto andavam pelo corredor a campainha
tocou para a entrada às oito e meia da manhã, e pararam logo à frente da sala
numero sete.
-Fogo! A minha sala já está aqui… Não quero
ter aulaaaa! – Disse o Sam a choramingar e todos riram-se enquanto todos os
colegas dele entravam e o seu professor… então, a Bianca, o Tyler e a Elena
empurraram ele para dentro da sala e esconderam-se logo.
-Sente-se Sam, a aula vai começar. – Disse
o professor de cabelos brancos e grisalho da disciplina de Filosofia, e ele
assim obedeceu, sentando-se e os três lá fora riam-se.
Eles os três dividiram-se, o Tyler e a Elena
foram para o lado esquerda e a Bianca para o lado direito e chegou à sua sala
que continua o número onze, bateu à porta e entrou, sentou-se na terceira mesa
da fila do lado da janela, sozinha, e o professor de História A um homem alto,
de cabelo preto, olhos pretos, vestido casualmente entra na sala de aula.
-Bom dia pessoal. – Cumprimentou o
professor ao chegar à sua secretária ao lado da janela.
-Bom dia professor. – Responderam todos os
vinte e dois alunos.
-Bem temos um novo aluno transferindo de
uma escola privada, chama-se… - Estava o professor a falar quando o aluno
entrou de cabeça virada para baixo enquanto a Bianca falava com a colega da
frente, uma rapariga de estilo gótico, muito linda.
-…Damon, tenho 18 anos, chumbei uma vez
sim, e vim para aqui porque na escola privada estava sempre a ser controlado. –
Concluiu o novo aluno, levantando a cabeça e olhando para a única cadeira livre
para ver quem estava ao lado.
Ele viu a rapariga com quem chocara na noite
anterior, a Bianca, viu-a e ficou hipnotizado pelo belo sorriso dela que não
reparara na noite anterior, mas disfarçou bem e quando viu a cara de assustada
da Bianca quando o reconheceu voltou a si e foi sentar na mesma mesa que ela,
na cadeira vazia e ficaram calados até ao final da aula.
O dia passou lentamente, ela assustada
constantemente com aquele rufia ao lado dela e ele cansado de estar dentro de
quatro paredes, mas para sua felicidade, depois da aula de Inglês à uma e meia
da tarde, as aulas acabaram e ele saiu rapidamente da sala e ela ficou a
arrumar as coisas na sua mala, e quando saiu da sala viu o seu irmão Sam à sua
espera e correu até ele abraçando-o.
-Manooo! – Disse a Bianca feliz. – Vamos?
-Sim vamos. – Disse o Sam concordando e
foram até casa pelo mesmo pinhal, a conversar sobre esse dia e pararam no
pequeno lago que havia no caminho.
Pegavam em pequenas pedras e mandavam para o
lago e viam elas saltarem e quando se cansaram deitaram-se na relva a olha para
as nuvens que mudavam de forma constantemente, flores, animais, pessoas… quando
o Sam começou a falar da novidade da escola.
-Mana, é a tua turma que tem o aluno novo
que veio de uma escola privada não é? Um rapaz meio rufia, egocêntrico e rico?
– Perguntou o Sam e a Bianca olhou-o com um ar assustado ao lembrar-se dele. –
Que se passa?
-Na…da… sim, é verdade, é meu colega,
senta-se ao meu lado. – Explicou.
O Sam ficou desconfiado mas não insistiu, mas
abraçou-a para a acalmar e passados uns sete minutos levantaram-se e foram até
casa, e ao chegarem tinham um carro grande à porta de casa, e entraram então a
Bianca escondeu o braço onde tinha o corte para ninguém ver para ninguém se
preocupar e haver um questionário sobre o que acontecera, e lá estavam o amigo
do pai deles, e seu pai no sofá estragado à espera deles.
-Boa tarde meninos, finalmente que
chegaram… peguem nas coisas, vamos já embora. – Falou o pai deles cumprimentando-os.
-Olá pai, sim está tudo bem connosco, e não
almoçamos? Já são…. Quase duas e meia da tarde. – Afirmou o Sam.
-Boa tarde, Sam, eu sou o amigo do teu pai,
chamo-me George Evans, vocês irão almoçar assim que chegarem a casa, já está
pronto. – Disse cumprimentando o Sam levantando-se e dando um aperto de mão.
O Sam e a Bianca foram até aos quartos e
pegaram nas suas coisas, voltaram até à sala, e à saída olharam para a casa a
pensar nas loucuras que tinha sido, mas que no entanto tinha sido muito
divertido e assim saíram daquela casa, e o senhor George arrumou as nossas
malas enquanto entravamos, ele entrou e fomos até sua casa, o caminho era
lindo, via-se muitas árvores, pessoas felizes, casais de mãos dadas, crianças a
correrem e a passearem, passaram pela três escolas em que andaram, Primária,
Básica e a que andavam agora, a Secundária, e só se via gente a entrar e a
sair, a reclamar, discutir, a sorrir, a rir, a reencontrar-se… até que
finalmente no final de uma rua, chegaram a uma grande casa de dois andares, uma
grande garagem e um grande jardim, e o senhor George estacionou, pegamos nas
malas e nos dirigimos à entrada, e quando o senhor George a abriu, a primeira
coisa que se viu foi uma linda mulher à porta, com um sorriso encantador,
vestida com um vestido branco pelos joelhos e uns sapatos de alto a condizer,
era uma mulher de cerca de 1,67m, loira, e de olhos azuis e eu como antes
escondera o braço onde tinha o corte para não preocupar ninguém e pousamos as
coisas ao lado da porta.
-Bem vindos à vossa nova casa, família
Smith, prazer conhecer-vos, sou a esposa do George, chamo-me Lauren Evans. –
Apresentou-se dando um par de beijos na cara de cada um.
-Eu vou falar em nome da nossa família… Eu
chamo-me Robert Smith e estes são os meus filhos, o Sam e a Bianca. –
Apresentou-nos o nosso pai, apontando para cada um, e foi mais fácil pois
estávamos por essa ordem.
-Prazer em conhecê-la Sr.ª Evans, obrigado
por nos receber. – Disseram todos em uníssono.
-Ora essa, não se preocupem, e me chamem de
Lauren, por favor, não é preciso formalidade, e se não se importarem vou
trata-los assim também… sem formalidades, e antes de tudo. – Disse a Lauren com
um grande e acolhedor sorriso.
-E antes que me esqueça… - Falou o Senhor
George ao juntar-se à sua esposa. - … Sam e Bianca, vocês dois vão ter que
ficar todos os dias exceto os fins-de-semana sozinhos, terão de preparar o
vosso almoço e jantar entre outras coisas porque nós dois e o vosso pai, saímos
quando vocês ainda estão a dormir e chegamos quando vocês já estão a dormir,
ok? Mas deixaremos dinheiro para as compras e listas, e um dinheiro extra para
cada um. Ah! E já aviso, o nosso filho é um pouco… complicado… peço já
desculpas pelo que ele poderá dizer ou fazer.
-Ok, não faz mal, nós iremos nos safar de
alguma forma… – Começou a Bianca com um ar compreensivo e o Sr.º George sorriu
como resposta e agradecimento.
-…E obrigado pela sua gentileza. – Concluiu
o Sam também a sorrir.
-Bem, vão indo para a mesa que eu vou
chamar o meu filho e os seus três amigos ao quarto para virem almoçar, é que
estávamos à vossa espera. – Falou a Mary a afastar-se e a subir as escadas de
madeira polida e com um lindo tapete ao longo delas.
Fomos todos em direção à sala, que era ao lado
esquerdo da porta de entrada, a entrada tinha muitos diplomas, fotos de um
bebé, vasos grandes com flores, de rosas a margaridas, ao entrar na sala,
via-se do lado esquerdo três grandes sofás pretos, uma televisão plasma e entre
eles uma mesinha pequena para os comandos, pratos, copos, e debaixo deste um
lindo tapete a condizer e atrás disto tudo tinha um lindo e enorme piano preto,
e então a grande janela retângulas com cortinas vermelho vivo e do lado direito
tinha uma grande mesa com doze cadeiras, as paredes da entrada e da sala eram
beges, e as da sala tinha quadros de lindas paisagens, de florestas, lagos,
cascatas, e flores.
-Que piano tão lindo! – Disse a Bianca com
um olhar brilhante ao ver aquele lindo piano e instintivamente foi a correr até
ele.
-Sabes tocar? Se quiseres podes tocar,
estás à vontade. – Disse o George a sorrir.
-Posso mesmo tocar?! De certeza? É tão
lindo… - Perguntou a Bianca surpreendida e feliz.
-Claro…
Assim a Bianca muito feliz, sentou-se no
lindo banco para dois, levantou caixa que protegia o teclado, respirou fundo e
começou a tocar uma bela melodia que tinha composto, ela tocava de olhos
fechados enquanto todos menos o Sam ficavam admirados com uma melodia tão linda,
entretanto chegou a Mary com a companhia de três rapazes de 1,87m mais ou menos
que também ficaram admirados com aquilo que ouviam, com aquela harmonia,
fantasia, e quando ela parou todos começaram a aplaudir bastante e quando ela
abriu os olhos e levantou-se viu todos a olharem para ela e a aplaudir, ficando
muito nervosa e envergonhada.
-Tocas muito bem! – Disse o primeiro rapaz,
ainda espantando com a linda melodia de Bianca, um rapaz de cabelo loiro, de
olhos azuis, pele lisa, vestido com calças de ganga, de t-shirt branca e de
sapatilhas pretas. – Prazer em conhecer-te, eu sou o John Adams.
-Foi uma linda melodia! – Disse o rapaz do
meio a sorrir, de cabelo preto e espetado, olhos castanhos-escuros e
brilhantes, e vestia calções de ganga que dava aos joelhos, t-shirt branca e
sapatilhas Vans pretas. – Prazer em conhecer-te, chamo-me Dave Maslow.
-Parabéns! Tocas lindamente! – Disse o
terceiro rapaz entusiasmado com a linda melodia, este rapaz tinha o cabelo
castanho claro, olhos esverdeados, e um sorriso encantador, vestia uma camisa
meia aberta castanha, calções brancos que davam pelos joelhos e sapatilhas Vans
pretas. – Prazer em conhecer-te, eu chamo-me Will Ross.
-Tenho a sensação que te conheço, já não
nos encontramos antes? – Perguntaram os três rapazes em uníssono.
-Acho que não. – Respondeu a rir.
-Teu braço! Quem fez isso a uma rapariga
tão bela, frágil e indefesa? – Perguntou o John surpreendido.
-Bem… - Começou a Bianca.
-…Quando estávamos a sair de casa, tentaram
assalta-la, o tipo levava uma faca afiada, e impedi-o só que ainda cortou um
pouco no braço dela. – Acabou o Sam.
-Porquê não disseste nada filha?! –
Perguntou o pai dela preocupado a ir ter com a Bianca abraçando-a.
-Porque não queria preocupar ninguém, e porque
eu estou bem, o Sam salvou-me.
Então o pai dela largou-a a sorrir mais descansado,
e o Sam foi abraçá-la.
-E sempre irei protege-te. – Disse o Sam a
sorrir e largando-a.
-Eu sei. – Disse a Bianca a sorrir para o
seu irmão. - Ah! Esqueci-me, desculpem não me apresentar logo, prazer em
conhecer-vos, eu chamo-me Bianca Smith.
-Aff, quem está a tocar no MEU piano sem a
MINHA autorização? – Disse uma voz que não era estranha a Bianca.
Bianca encolheu-se de medo com a voz
assustadora e virou a cabeça para baixo, então John foi para o lado de todos os
outros, para o lado da mesa, o lado esquerdo de Bianca, e Will e Dave foram
para o outro lado para deixar o rapaz entrar, e então a Bianca com coragem
levantou a cabeça e ambos ficaram surpreendidos, o rapaz era Damon, o novo
aluno e com quem chocara no dia anterior! Os outros três rapazes eram quem
tinha rido dela.
-TU?! – Perguntaram um ao outro em
uníssono.
Capítulo II
-Vocês conhecessem-se? – Perguntou Lauren.
-Somos da mesma turma… desde hoje… -
Respondeu Bianca desviando o olhar e ocultando a noite anterior. - … E
desculpa, não sabia que era teu. – Justificou-se.
-Nem pensem que eu vou viver aqui com essa!
– Disse o Damon furioso.
-Vais sim Damon, e acabou! – Disse o George
levantando a voz fazendo o Damon calar-se, e este saiu da sala furioso.
-Damon! – Gritaram eles indo a correr atrás
do Damon.
Todos ficaram em silêncio e olhar para o
chão, enquanto a Lauren foi pôr a mesa, pondo primeiro os pratos, depois os
talheres, a seguir os guardanapos, trouxe também duas garrafas de dois litros
de coca-cola e outras duas de dois litros de ice tea de pêssego e então depois
foi buscar o jantar, e trouxe uma pequena com esparguete e uma frigideira com
bifes suculentos e cheio de molho para todos.
Todos se sentaram exceto o George que foi
tentar convencer o seu filho problemática e rufia a vir comer e a aceitar agora
os novos membros da casa. O lugar na ponta estava vazio pois seria onde o
George estaria, do seu lado direito estava a Lauren, ao seu lado estavam quatro
lugares postos, e do lado esquerdo do lugar do George, estava o Robert, depois
o James e a seguir a Bianca
-É melhor eu me ir, não me sinto bem aqui
com alguém que me odeia assim tanto. – Disse Bianca.
-Ele odeia toda a gente, não te preocupes,
tu ficas! – Disse a Lauren a sorrir.
Ficaram todos à espera para comer quando os
três rapazes chegaram e sentaram-se, deixaram uma cadeira livre ao lado de
Lauren para o Damon, e sentaram-se o Will, o Dave e o John respetivamente.
-Aquele gaijo é um teimoso! – Reclamou o
Dave.
-Podemos falar a sós Bianca? – Perguntou o
John. – Nós os quatro.
-O…ok. – Disse levantando-se.
-Tem calma, não te vamos maltratar. – Disse
o Will, e eles os três sorriram para ela e a Bianca sorriu em resposta,
levantaram-se todos e foram até perto do piano para falarem e viraram-se de
costas para o resto das pessoas.
-Queríamos pedir desculpa por ontem, só
agora reparamos que eras tu. – Começou o John.
-O Damon agiu mal e exagerou, nós rimos e
foi mau, nós sabemos, nós erramos. – Continuou o Will.
-O Damon passou muito tempo sozinho,
habitou-se a resolver tudo sozinho e tornou-se muito egocêntrico, um grande
rufia, ele tem um coração de gelo, tens de perdoa-lo. – Concluiu o Dave.
-Desculpa pelo ocorrido de ontem Bianca! –
Pediram os três em uníssono baixando a cabeça.
-Estão desculpados… mas acho que vou voltar
para a minha antiga casa, estou aqui a mais e não quero ficar no mesmo sítio
que uma pessoa que me odeia, e de um egoísta, não me sinto bem assim. – Disse a
Bianca.
Eles ficaram espantados a olhar para ela, e
com um rosto de desacordo e um pouco de preocupados, quando se lembraram de
como ela fizera a ferida pela história do Sam e da antiga casa dela que eles
viram na noite anterior, olharam uns para os outros e olharam sérios para ela.
-Não vais sair daqui! – Disseram os três em
sintonia.
-Aquele lugar é perigoso! – Começou o Will.
-Alguém te pode atacar ou até matar! –
Continuou o John.
-E aquele lugar está a cair de podre. –
Disse o Dave.
-Aqui estás segura, fica… e quanto ao
Damon…ele é assim, sempre foi. – Disse o Will
-Fica, por favor. – Concluiu Dave.
-E como vocês sabem como é o sítio onde
vivo? – Perguntou a Bianca confusa.
-Não interessa… – Começou o Dave.
-…O que interessa… - Continuou o Will
-… É que tens de ficar aqui! – Concluiu o
John
A Bianca olhava os três, olhava como visse
para além deles, os seus sentimentos, tudo, ela viu a preocupação e o
arrependimento, baixou a cabeça e respirou fundo, olhou os três de novo e agora
tinha mais um sentimento nos seus rostos e nos seus olhares, a esperança de ela
ficar ali, naquele lugar seguro, e perto do seu amigo.
-Ok, ok, eu fico! – Disse a Bianca.
-Yeeeees! – Gritaram eles aliviados com
diferença de um ou dois segundos entre cada um.
No mesmo instante em que o Damon e o George
chegaram e ao ouvirem os passos os quatro viraram-se para trás e viram o Damon
a olhá-los com um ar que fez todos eles tremerem e ambos se sentaram nos seus
lugares.
-Está tudo resolvido. – Falou o George
ajeitando-se na cadeira.
O Will, o Dave, o John e a Bianca voltaram à
mesa nos seus respetivos lugares e sentaram-se e todos eles estavam à espera
que a bomba do Damon arrebenta-se a qualquer momento por isso estavam sempre a
olhá-lo atentamente tentando também decifrar o que ele estaria a pensar, mas ele
era uma parede inquebrável e impenetrável.
-Os Smith eram ricos como nós, o Robert é como
eu, um chefe de várias imprensas e que tinha bastante dinheiro, mas homens
muito perigosos queriam esse dinheiro, por isso, há tempos foram assaltados,
torturados, e a Senhora Rose Smith a esposa do Robert e mãe do Sam e da Bianca
foi morta, tiveram de mudar de cidade e de vida, e viver num lugar horrível, e
com péssimas condições já uns anos e por isso convidei-os a ficar aqui pois o
Robert é um grande amigo meu de infância, espero que gostem de cá estar. –
Explicou o George dando-nos as boas vindas.
Os três amigos do Damon e a Bianca
continuavam a olhar para ele, com medo que ele arrebenta-se a qualquer momento
mas os sentimentos de Sam e da Bianca inundaram-se de tristeza ou lembrarem-se
da morte da sua querida mãe, de há sete anos atrás.
-Ah! Bianca, Sam, Robert, os vossos quartos
estão prontos. – Disse a Lauren entusiasmada.
-Também podemos ver também Lauren? Podemos
ir com vocês? – Perguntou o Dave, adivinhando o que os outros dois queriam.
-Claro que podem. – Respondeu a Lauren a
sorrir, e os três rapazes sorriram-lhe de volta.
Lauren, Will, Dave, John e a Bianca já tinham
acabado de comer e o Damon estava com um ar cada vez mais furioso por isso saiu
da mesa após acabar de comer e saiu de casa batendo com a porta, com muita
força assustando todos.
-Vamos meninos? – Perguntou a Lauren.
-Claro! – Responderam o Will, o John, o
Dave e a Bianca em sintonia com uma voz entusiasmada.
Eles levantaram-se, foram até à entrada, e o John
pegou nas malas de Bianca, e ela tentava tentar mas sem êxito, ele usava a
desculpa de ela “ser uma rapariga frágil e não devia levar pesos”, ao subirem
as escadas e ao acabarem de subir havia um grande corredor com um tapete
vermelho, com sete portas, e fotos do Damon e seus pais desde do dia de seu
nascimento até esses dias, e todos exatamente no seu aniversário, no Natal e no
Ano Novo viraram para o lado direito e pararam em frente à primeira porta do
lado esquerdo.
-Este quarto à frente é do Damon, e esta ao
teu lado é a casa de banho, ali á frente é o do teu pai, do teu irmão, meu e do
meu marido, o do teu irmão e do teu pai são os do lado esquerdo como teu, o
primeiro é do teu irmão. – Explicou Lauren e a Bianca com a cabeça acenava de
forma a dizer que “sim”.
Lauren fez um gesto para ser ela a primeira a
abrir, e ela assim fez, rodou a maçaneta na porta, e viu um lindo quarto,
paredes rosa clarinho, uma cama de casal branca e à frente num móvel uma televisão
plasma, do lado direito tinha uma mesinha de cabeceira, cortinados brancos, um
puf cor-de-rosa, um quadro com uma paisagem de uma praia, tapetes cor-de-rosa,
uma secretária com um computador com internet, um armário com os livros
preferidos dela e um grande armário com espelho. O armário estava do lado
esquerdo da porta, à frente do armário a cama, do lado esquerdo da cama a
janela, e entre a porta e a cama à frente a secretária, e entre o armário e a
cama o puff. A Bianca aproximou-se da janela e viu o grande jardim com a relva
muito verde e viu um lindo cavalo branco a cavalgar.
-Está lindo Lauren! Adorei! – Disse a
Bianca a sorrir e a voltar para perto de Lauren e dos três rapazes.
-De nada… eu sempre quis uma menina, ainda
bem que gostaste. – Disse a Lauren abraçando-a e em seguida largou-a com
cuidado. – Bem queres ajuda para arrumar as coisas?
-Não é preciso, é pouca coisa e… - Começou
a Bianca ao ser interrompida pelo Dave que estava ao seu lado.
-Nós ajudamos ela, e iremos alertar sobre
os perigos de viver no mesmo sítio que o Damon.
Lauren ficou mais aliviada, então saiu, e o
Dave sentou-se no puff, o Will na cadeira rodante preta da secretária, e o John
na cama enquanto a Bianca retirou ao Dave a sua mala e pousou à frente do
armário.
-Não eram vocês que me iam ajudar? –
Perguntou a Bianca virando-se para eles.
-Não eras tu que disseste que era pouca
coisa e que podias arrumar sozinha? – Perguntou o Will.
-Mas isso foi antes de vocês falarem, ou
seja, sem afeito. – Afirmou a Bianca a sorrir.
-Ok… lá isso é verdade. – Disse o Dave.
-Ganhaste, xeque-mate para nós. – Concluiu
o John a rir.
-Mas agora a sério, prefiro arrumar
sozinha, podem é indo avisando sobre o Damon.
Eles olharam uns para os outros.
-O Damon é complicado, egoísta, mau, mas…
ele não era assim em pequeno! – Começou o John
-Nós fingimos gostar de suas brincadeiras
para o vigiar e garantir que ele não manda ninguém para o hospital. – Disse o
Will com o rosto baixo.
-Ele mudou, ele fechou-se, o seu coração
agora é gelo, não sabemos porque ele mudou assim tanto… mas estaremos aqui para
te ajudar Bianca. – Disse o Dave a sorrir.
Enquanto a Bianca ouvia isto, arrumávamos as
coisas no armário, nos cabides, vestidos, calções, saias, t-shirts, camisolas,
casacos, sapatilhas, sandálias e roupa interior, e a cada palavra que ouvia,
mais assustada ficava, mas ao ouvir as palavras de ajuda deles, olhou para cada
um, virando-se e no seu olhar via-se a gratidão pela ajuda deles.
Enquanto
tudo isto acontecia o Damon andava pela rua à toa, furioso, a bater em tudo,
ele não aceitava três desconhecidos na sua casa, a mudar toda a sua vida, e uma
das pessoas estar na mesma turma que ele. Ele batia nos fracos, até que foi
para perto dos seus “amigos do basquetebol” num bairro de lata, e esteve lá a
jogar, usando apostas onde se baseava no dinheiro, e onde ele ganhara mais de
cem euros, por ter vencido vários jogos de seguida.
Quando se
acalmou voltou para casa, foi pelas traseiras da casa, e na fonte que tinha no
meio do relvado viu a Bianca com o seu amigo John a falarem na berma da fonte,
ele a ajeitar-lhe o cabelo, muito íntimos e a rirem, então ele fez uma cara de
nojo, recuou e entrou pela frente, subiu as escadas, e olhou para a porta que
ficava à frente da sua, e viu o nome dela, “Bianca” numa placa na maçaneta da
porta, ele ia abrir o quarto dela, mas hesitou, afastou-se e foi até ao seu
quarto.
O seu
quarto era negro, sombrio, igual ao da Bianca, mas as paredes eram pretas, e
vermelho em forma de gotas de sangue, tinha uma cama preta, posters de bandas
de rock e de caveiras e com uma aparelhagem grande ao lado da cama, ele
deitou-se na cama a olhar para o teto até que adormeceu.
Horas se
passaram, e já eram oito da noite, era hora do jantar, que já estava mesa era
bacalhau com natas, todos exceto o Damon jantaram e todos pensavam que ele
ainda tinha voltado, mas deixaram à mesma o jantar dele no seu lugar com um
guardanapo em cima para não entrar pó e os três rapazes já tinham ido embora e
então às onze e meia da noite todos vestiram o pijama, lavaram os dentes e
foram-se deitar nos respetivos quartos, e a Bianca mal caiu na cama adormeceu,
destapada.
Era duas e
quarenta e cinco da manhã quando o Damon acordou com fome, então levantou-se e
passou pela sala, ligou as luzes e reparou que tinha lá o jantar, então com um
ar aborrecido jantou, levantou-se, desligou as luzes e subiu as escadas a
arrastar-se, e ia entrar no seu quarto, mas algo mais forte que ele, fez ele ir
à porta da frente, ao quarto da Bianca e abri-lo, e ali estava ela, com o seu
cabelo comprido encaracolado na cama, a pele branca seus lábios vermelhos,
parecia um anjo a dormir e ele reparou que ela estava destapada, a janela
aberta e ela a tremer de frio, então, aborrecido foi embora, fechou a porta,
foi para o seu quarto, deitou-se, tapou-se e então adormeceu.
Eram sete e
quinze da manhã quando o Damon, o Sam e a Bianca acordaram, cada um se preparou
devidamente para as aulas, a Bianca vestiu um lindo vestido branco e sapatilhas
brancas a condizer com uma bandolete branca no cabelo encaracolado, o Sam, uma
t-shirt vermelho cor de sangue, calções de ganga que davam pelo joelho, e
sapatilhas pretas, e o Sam, todo de preto, t-shirt, calças pretas, sapatilhas
da Vans pretas, e um casaco de cabedal preto, todos eles saíram dos seus
quartos com as mochilas prontas as costas e saíram com diferença de cerca de
quatro minutos, foram à casa de banho, e dirigiram-se à sala para tomar o
pequeno-almoço que já estava pronto para eles, e o prato do jantar do Damon já
tinha sido levado, era leite com chocolate e torrada, eles tomaram o
pequeno-almoço rápido, e num silêncio assustador o Damon e a Bianca
levantaram-se para irem para a escola, menos o Sam que continuava a comer nas
calmas, quando tinham pouco tempo, pois tinham de apanhar o metro, que partiria
em sete minutos, o tempo que se demorava até à estação.
-Rápido
Sam! Vais atrasar-te! – Afirmou a Bianca preocupada e com pressa e então o
Damon saiu sem querer esperar por ninguém.
-Eu não te contei? – Perguntou o Sam, e ao
ver a cara de confusa da Bianca percebeu que não e então explicou. – Aquela
escola com as melhores condições de ensino para eu ser da Polícia Judiciária
que eu queria tem vaga para mim, o meu sonho está cada vez mais próximo!
-Quem bom! – Disse ela abraçando ele, e
dando um grande beijo no rosto dele, e pôs-se a correr. – Até logo, estou a
ficar atrasada! Tranca a porta!
-Até logo, boas aulas! E ok, eu tranco. –
Gritou o Sam a rir.
O Damon ia no seu passo normal, com uns
auscultadores no ouvido até à estação do metro, passando o cartão que tinha as
viagens e passando a entrada quando aquilo se abriu, começou a descer as
escadas e quando o viu, correu até ele, entrou, sentou-se na última fila à janela,
e o metro começou a andar e ele viu ela a correr a tentar alcançar o metro, e
trocaram olhares, enquanto o metro se distanciava o Damon olhava para ela ali
parada e ela olhava para aquele metro, onde estava o rufia do qual ela tinha
tanto medo.
Ela não sabia o que fazer, então começou a
andar em direção há escola, e começou a sentir-se tonta, fraca, e cada vez
sentia-se pior, por vezes apoiava-se em alguma coisa e as pessoas
perguntavam-lhe se estava tudo bem, se ela queriam que chamassem alguém ou se
queria que a levassem ao hospital, porque estava muito pálida, mas ela dizia
sempre que não.
Depois de quase uma hora e meia a andar
chegou à escola, e as aulas já tinha começado há algum tempo, chegou à sala,
bateu à porta, apoiou-se nela, e quando foi aberta, recompondo a postura para
parecer que estava ótima.
-Desculpe o atraso professor, perdi o metro
e tive de vir a pé. Posso entrar por favor? – Disse a Bianca ao professor,
desculpando-se e pedindo para entrar.
-Pode sim Sr.ª Smith. – Respondeu o
professor permitindo-a entrar.
-Obrigado.
Após agradecer a Bianca entrou e dirigiu-se
ao seu lugar, ao lado do Damon que lhe olhava a rir do lado da parede, ela
sentou-se, abriu as coisas e não lhe dirigiu nem uma palavra, e ela ficava cada
vez mais pálida e cada vez mais fraca, e o professor às vezes ao vê-la naquele
estado, perguntava se estava tudo bem, e ela respondia sempre o mesmo, “Sim
professor”, e quando tocou, alguém entrou de repente na sala, eram o Will, o
John e o Dave e dirigiram-se a eles os dois e ambos ficaram de boca aberta
surpreendidos
-Bianca! Damon! Que surpresa! – Começou o
John.
-A partir de hoje vamos ser colegas da
mesma turma! – Continuou o Dave.
-Prazer colegas, nós somos os novos alunos
da turma! – Falou o Will.
-Espero que nos demos bem… - Falaram os
três em uníssono ao virarem-se para eles. – Ou não, logo se vê, se vocês forem
fixes. – Disseram de novo os três em uníssono, assim concluindo.
-Ei, Bianca, estás tão pálidas… estás bem?
– Perguntou o John preocupado, indo colocar a mão na testa dela, o Damon
desviou o olhar e ela recuou e pegou nas coisas levantando-se.
-Estou ótima, obrigado pela preocupação. –
Respondeu a Bianca esforçando um sorriso e saiu da sala para o lado direito.
-Que se passa com a Bianca? – Perguntou o
John muito preocupado.
-Não sei, nem quero saber… Porque haveria
eu de saber o que se passa com aquela? – Perguntou o Damon despreocupado.
-Não tens coração ou sentimentos?! –
Perguntou o Will.
-Não, não tenho coração nem sentimentos,
nem sei o que é isso…- Começou o Damon a falar com um tom irónico. - … Mas como
são meus amigos de infância, e os únicos em quem confio eu digo… ontem há noite
passei pelo quarto dela, e ela estava destapada a tremer.
-E tu tampaste ela e fechaste a janela,
certo Damon? – Perguntou o John.
-Não… porque deveria?
Uma grande agitação tomou o corredor, e os
quatro foram a correr até à porta para sempre o que se passava, e quando viram
uma rapariga desmaiada no chão foram a correr e encontraram a Bianca a respirar
mal, e John ajoelhou-se perante ela e colocou a cabeça dela nos seus joelhos,
colocou as mãos no rosto dela, que ardia, estava cheia de febre, que estava a
transpirar, a tremer e a respirar mal.
-Chamem uma ambulância! Rápido! – Disse o
John a gritar.
-Já telefonei, estão a caminho. – Afirmou o
Dave.
Oito minutos se passaram e a ambulância e os
paramédicos chegaram, pedindo espaço para a Bianca respirar mas os quatro
rapazes, o Tyler e a Elena que tinham chegado nesse instante ao verem a
ambulância chegar, e ao reparem na sua amiga no chão, ficaram lá também parados
enquanto o resto se afastou, levaram-na até à ambulância na maca, e a
colocaram-na lá com muito cuidado enquanto todos eles os seguiam.
-Nós vamos com ela! – Disseram os três
rapazes, a Elena e o Tyler em uníssono.
-Desculpem, mas não podem ir todos, três no
máximo. – Disse um dos paramédicos já dentro da ambulância.
-Nós somos os melhores amigos dela há muito
tempo! Nós vamos! – Justificou a Elena entrando na ambulância junto com o
Tyler.
-Não se importam que eu vá? – Perguntou o
John preocupado.
-Preocupaste mesmo com ela, não é John? –
Perguntou o Will.
-Sim, acho que sim… não sei explicar… o
olhar dela é bondosa, eu não consigo deixá-la assim. – Justificou-se o John.
-Vai lá John, e vai dando notícias. – Pediu
o Dave.
-Porquê tanta coisa? É só uma constipação,
isso já passa. Vou para casa. – Falou o Damon.
-Não estás um pouco que seja preocupado?! –
Gritou o John a entrar na ambulância.
-Porque haveria de estar? – Perguntou o
Damon virando-se para trás.
-Porque estão a viver na mesma casa, quartos à frente um do outro! E
porque tu não pareces o mesmo desde que a viste. – Afirmou o John e o Damon
afastou-se com um passo acelerado sem dizer uma palavra.
Tudo ficou em silêncio enquanto as portas da
ambulância eram fechadas, e a ambulância partiu em direção ao hospital, e o
John ficou de mãos dadas à Bianca até ao hospital, e no grande hospital ela foi
levada para uma sala, fizeram exames, e tudo mais, vestiram-na com roupa de
hospital e levaram-na até um quarto para pacientes, era o quarto do terceiro
andar, o número trinta e seis e o John adormecera com a cabeça deitada na cama
onde estava a Bianca e de mãos dadas a ela, e a Elena para ele não se
constipar, pegou num cobertor que estava no banco para as visitas onde estava
sentada e colocou em cima dele e voltou a sentar-se ao lado do Tyler no mesmo banco
de onde tirara o cobertor.
Entretanto, o Damon andava sem rumo, ele
sentia-se um pouco culpado, quando chegou a um beco sem saída e um traficante
de droga o tentou matar por estar pedrado, o Damon com a fúria que tinha, bateu
muito no homem, partindo vários ossos, e foi-se embora, quando recebeu uma
chamada de seus pais a dizer para se encontrarem no hospital em uma hora, pois
a Elena tinha avisado o que ocorrera ao Sam que avisou o pai, e este para ter
boleia e pediu aos Senhores Evans que ficaram preocupados.
Entretanto no hospital o John acordou.
-Olá… eu sou a Elena Collins, melhor amiga
da Bianca. – Apresentou-se a Elena enquanto o John se endireitava sem largar a
mão da Bianca.
-Olá seu jeitoso, eu sou o Tyler Knight, o
melhor amigo da Bianca.
-Prazer, eu sou o John Adams., um amigo da
pessoa de onde ela está a viver. – Apresentou-se o John ainda com uma voz
sonolenta.
-Não largaste a mão dela por um segundo… -
Começou a Elena.
-É impressão nossa, ou é mais do que dizes…
John? – Rematou o Tyler.
O John hesitou a responder, olhou para a
linda pele, para os lindos lábios e para o belo cabelo ondulado da Bianca a
cair pela almofada e não conseguiu evitar de lhe apertar mais a mão dela e de
lhe acariciar o rosto.
-Eu não sei o que se passa… eu só a conheci
ontem! Mas… - Falou o John.
-Mas… - Disseram o Tyler e a Elena em
uníssono.
-Estás apaixonado pela Bianca? – Perguntou
o Tyler.
-Não! Só que… o olhar dela… o sorriso,
tenho vontade de protege-la de todo o mal do mundo, mas não posso, tenho que
aproveitar que alguém puro, e com o sorriso dela derreta o coração do Damon. –
Disse o John desculpando-se. – Não sei o que fazer ou dizer!
O Tyler e a Elena olharam um para o outro sem
saber o que dizer quando a porta foi aberta de repente, e apareceram, os
Senhores Evans, o pai da Bianca, o Sam, o Will e o Dave, e então rapidamente o
John largou a mão da Bianca, e o Tyler e a Elena reparam, e sentiram pena e sem
saber o que fazerem para o ajudar, enquanto todos rodeavam a cama da Bianca. O
Damon encostou-se à porta a olhar para eles todos de volta de uma rapariga.
-Até parece que morreu alguém! Estão todos
de volta dessa cama. – Afirmou o Damon ironicamente e a rir.
-Tens razão… ele tem um coração de gelo e
alguém precisa de quebrá-lo. – Disseram o Tyler e a Elena ao ouvido do John
muito baixo de forma a só ele ouvir.
-Isto não é brincadeira! Ela está a respirar
mal. – Afirmou o George preocupado.
-Como podes falar assim quando também tens
em parte culpa! – Falou o John furioso ao levantar-se do banco.
-Ela é que não se tapou, e deixou a janela
aberta, e ela não me é nada… não lhe devo nada! – Justificou-se o Damon.
-Não fales assim da minha amiga seu monstro
sem coração! – Gritou a Elena a ir para cima dela mas impediram-na e ele ficou
a rir e a dizer com as mãos no ar “Que medo” ironicamente.
Entretanto um médico de bata branca, novo,
alto, e bonito, de cabelo castanho e olhos verdes apareceu com os resultados.
-Ela vai ficar bem não é? – Perguntou o
Dave.
-Vai. – Respondeu o médico.
-Eu
disse, vocês fizeram um grande escândalo! – Afirmou o Damon a rir.
-Aí é que se engana, se isto não
acontecesse agora, ia acontecer noutra altura, e podia ser pior, e assim dá já
para prefinir. – Afirmou o médico com ar sério.
-Como assim? – Perguntou o Will.
-Que tem minha irmã? – Perguntou o Sam
preocupado.
-Esgotamento, stress, trabalho a mais,
provavelmente não anda a dormir já há algum tempo, e não deve ter andado a
comer o suficiente, ficou exausta, e só ter ficado destapada e com uma janela
aberta foi o suficiente para deixá-la assim. – Explicou o médico respondendo ao
Will e ao Sam.
-Porquê ela iria se levar assim ao limite?
Porque não dormir e mal comer? – Perguntou-se a si mesmo a Lauren.
-Ela passou do limite! – Afirmou o Robert
preocupado encostado à parede.
-Não deve ter dormido nem comido,
preocupada, assustada com algo, apavorada, com medo possivelmente, vou indo,
vou deixá-los, quando ela acordar, podem leva-la, mas não a deixem fazer
esforços – Respondeu e aconselhou o médico saindo.
-Acho que já tenho as respostas. – Afirmou
o Sam.
-Não as queres dizer? – Perguntou o Dave.
-Preocupada com o dinheiro que tínhamos em
falta, e trabalhar até cair se fosse preciso para termos dinheiro para viver,
assustada, com o assalto em massa que sofremos que nos deixou na falência,
apavorada e com medo porque aquele bairro era muito mau, estavam a fazer mal a
toda à gente constantemente, tinham facas, drogas, entre outras coisas, ela é
que fazia a maior parte das coisas em casa também, escola e trabalhos de casa…
- Respondeu o Sam.
O Damon ao ouvir isto ficou calado ao olhar
para o chão a pensar como ela conseguiu esconder todos aqueles sentimentos
dolorosos, sem preocupar ninguém e o porquê, se ela não acharia mais fácil
fazer os sentimentos desaparecer, como ele fizera então saiu da sala de onde
estava a Bianca em silêncio e foi para perto de um rio, debaixo de uma ponte,
deitou-se para se esquecer de tudo.
No hospital a Bianca começava a acordar e
todos à sua volta.
-Que se passa aqui? Até parece que morreu
alguém. – Comentou a Bianca a rir.
-Não digas isso nem a brincar filha! –
Disse o Robert a abraçar sua filha.
-Tem calma pai… eu estou ótima. – Afirmou a
Bianca a sorrir e a apertar a mão de seu pai, enquanto se senta na cama.
-Se tivesses bem não estarias aqui!
Exaustão e cheia de febre. – Afirmou o John ainda sentado no banquinho ao lado
da cama de onde a Bianca estava. – Eu estava preocupado… quer dizer…Todos nós
estávamos preocupados!
-Desculpem… não queria preocupar-vos. –
Desculpou-se a Bianca mesmo arrependida e com a cabeça cabisbaixo e com voz
baixa. – Quando poderei sair?
-Deixa só vir o médico e depois acho que já
podes. – Afirmou o George.
-Ok… - Disse a Bianca levantando o rosto e
a receber um abraço de todos.
-Abraço de grupo!!! – Disse a Elena e o
Tyler a sorrirem quando o médico apareceu.
-Como se sente menina Bianca? – Perguntou o
médico aproximando-se dela, e todos abriram o caminho menos o John que
continuava sentada no mesmo lugar.
-Bem, obrigado… mas o que queria mesmo era
ir para casa. – Respondeu.
-E acho que já podes, mas tens de
descansar. – Afirmou o médico.
-Vou pensar no seu caso… - Disse a Bianca a
rir.
-Biancaaa! – Disseram todos sérios ao mesmo
tempo.
-Acho que não vou poder deixar-te sair
daqui. – Afirmou o médico a rir.
-Hã? O quê? Quem disse que eu me ia
esforçar? O meu irmãozinho vai-me levar tudo à cama. – Disse a rir.
-Claro maninha… eu o quê?! – Exclamou o Sam
confuso e todos se riram.
-Podes sair, suas roupas estão no armário,
fiquem bem, com licença. – Disse o médico saindo da sala.
-Ok, obrigado. – Disse a Bianca a
levantar-se enquanto o John ajudou-a a levantar-se.
Ela pegou nas suas roupas de dentro do
armário e dirigiu-se à casa de banho que era mesmo a porta à frente da horrível
cama de hospital e vestiu a roupa que tinha anteriormente vestida deixando a do
hospital no cabide atrás da porta da casa de banho, e saiu, e foi ter com os
outros, e a Elena e o Tyler abraçaram-na e foram assim o tempo todo, enquanto
os três rapazes iam atrás deles, e o George, a Lauren e o Robert iam atrás de
todos, e iam todos a falar, foram até ao metro e passaram pelo McDonalds, e
comeram todos ou Big Mac ou um McChiken pois já eram oito e treze da noite e
todos já estavam com fome.
Enquanto isso o Damon continuava deitado na
relva debaixo da ponte e a ouvir a água a correr, ele não sabia bem o porquê,
mas ainda se sentia preocupado e com o sentimento de culpa, e não percebia o
porquê, ele dizia-se constantemente na sua mente “Não tenho culpa, ela é só uma
miúda estúpida que vive na MINHA casa, e está na mesma turma que eu!”. Passado
6 minutos, ele não aguentou e foi a correr até ao hospital e perguntou à
rececionista por ela, e esta respondeu-lhe que ela já tinha tido alta, então
ficou mais aliviado, e foi comprar um livro sobre Vampiros.
Às nove e meia da noite o Damon chegou, subiu
as escadas e quando ia abrir a porta do seu quarto encontrou-se com a Bianca vestida
com um top pequeno vermelho e calções pretos, ao sair do quarto.
-Olá Bianca. – Cumprimentou o Damon a olhar
para o chão.
-Olá Damon. – Cumprimentou a Bianca a
sorrir e com uma voz animada.
-Estás melhor? – Perguntou o Damon
aproximando-se um pouco dela.
-Estou, obrigado pela preocupação. – Falou
a Bianca baixando o olhar.
Ele sentiu que ela estava com medo dele, e
que estava aborrecida pelo que acontecera de manhã no metro.
-Não te enganes, eu não estava preocupado,
simplesmente não quer pagar imunização já que metade da culpa foi minha porque
deixei-te destapada e com a janela aberta quando passei por cá. – Disse o Damon
inventando porque metade dele estava a despertar de novo… a preocupação.
-Como sabes? Que foste fazer ao meu quarto?
– Perguntou a Bianca olhando-o agora nos olhos.
-Nada de especial, hábito de espreitar
todos os quartos para conferir que não há ladrões. – Inventou o Damon. – Estás
doente e vestes isso?!
-Tenho calor! – Justificou-se a Bianca indo
em direção da porta.
-Onde vais? – Perguntou o Damon.
-Há casa de banho lavar os dentes. –
Respondeu a Bianca e sem dizer mais nada foi à casa de banho e lavou os dentes
enquanto o Damon ficou à sua espera encostado à parede ao lado da porta de seu
quarto quando ela saiu. – Que fazes ainda aqui?
-Primeiro, estou em MINHA casa, segundo não
disseste até amanhã, não sabes as boas maneiras? – Explicou o Damon.
-Primeiro, durante quanto tempo pretendes
atirar-me isso à cara? Segundo, tu é que ignoras os outros, acho que não tens o
direito de me dizeres isso! Com licença e ATÉ AMANHÃ! – Disse virando-se e
abrindo a porta quando foi impedida, quando o Damon pegou a mão nela e a
prendeu contra a parede, e ela encolheu-se com medo, e então ele colocou a sua
mão na testa dela e confirmou que ela fervia de febre.
-Estás cheia de febre! – Afirmou o Damon
alto.
-Shhh, não sabes estar calado? Não quero
preocupá-los. – Pediu a Bianca.
-Tens de parar com isso de querer fazer
tudo sozinha! – Pediu o Damon.
-E tu tens de parar de ser… egoísta… antes
de falares de mim, vê o que tu…! – Falou a Bianca caindo nos braços do Damon e
desmaiando.
Ele pegou nela, entrou no quarto dela com ela
pelos braços, deitou-a na cama, e tapou-a acrescentando mais um cobertor que
fora buscar ao armário, foi à casa de banho pegar num termómetro, para ver a temperatura
dela que era equivalente e trinta e nove graus de febre, e murmurou para ele
mesmo “Sua louca, não devias passar dos limites, devias pedir ajuda e não fazer
tudo sozinha”, e foi pegar uma bacia com água fria, panos e puxou o puff para
perto da cama dela. Durante toda a noite ele foi trocando os panos e molhando
com água fria, e acabou por adormecer às cinco da manhã, com a cabeça sobre os
seus braços em cima da cama da Bianca, e sentado no puff, quando a Lauren
entrou, e tirou-lhe assim uma foto, e ficou a sorrir, e cobrindo o seu filho
com um cobertor.
Às sete e dez da manhã quando o Sam entrou no
quarto da Bianca, e ele ficou surpreendido ao ver o Damon ao lado da Bianca, e
acordou-o.
-Bom dia Damon, a tua mãe deixou-te este
recado. – Disse o Sam baixinho para não acordar a Bianca, deu um beijo na testa
dela que ainda fervia e foi embora.
Na carta dizia: “Bom dia filho, espero que te
tenhas divertido a cuidar da Bianca, como ela não está em condições de ir para
as aulas, é melhor não ficar sozinha em casa, então por favor, toma bem conta
dela. Obrigado, beijos dos teus pais.”
Eram onze e trinta e seis da manhã quando a
Bianca começou a acordar, abriu os olhos muito devagar, olhou para o lado e viu
o Damon ao seu lado e sorriu, e então ele acordou ao ver que ela se tinha
mexido.
-Bom dia Damon, desculpa acordar-te,
obrigado por cuidares de mim. – Agradeceu a Bianca.
-Bom dia Bianca, não precisas de desculpar…
nem de agradecer, era o mínimo quando desmaiaste nos meus braços não é? – Falou
o Damon a endireitar-se.
-Já são onze e trinta e sete da manhã?
Estamos atrasados! – Mencionou a Bianca ao ver as horas no telemóvel que estava
debaixo da almofada.
A Bianca levantou-se rapidamente, fazendo os
dois ficarem frente a frente de pé, e quando ela ia caindo por estar ainda
tonta por causa da febre ele segurou-a e seus olhos trocaram-se, ficaram assim
parados um tempo, mas o Damon voltou a si e colocou a sua mão na testa da
Bianca a verificar se a febre tinha baixado mas não, então ele deitou-a de novo
e ela tentou levantar-se várias vezes mas ele impediu-a sempre.
-Tu estás cheia de febre! Se é para
desmaiares no meio da escola, mais vale ficares em casa, e os meus pais
pediram-me para tomar conta de ti, e assim irei fazer! E assim posso faltar às
aulas com uma desculpa. Eles disseram para tu ficares a descansar e eu tomar
conta de ti. Por isso, fica quietinha e dorme! – Protestou o Damon e a Bianca
acabou por aceitar e deitar-se. – Vou fazer o almoço, e vai ser o meu favorito
só para avisar! Bifes com natas e cogumelos, batata frita, coca-cola e salada!
-Tu sabes fazer?! Eu amo isso! É a minha
favorita. – Afirmou a Bianca.
-Claro que sei fazer! Vá, fica quietinha
enquanto eu faço o almoço. – Falou o Damon saindo do quarto deixando a porta
aberta.
O Damon desceu as escadas e dirigiu-se à bela
cozinha que era à frente da sala, com paredes brancas, chão bege, em frente
casa parede, uma linda janela, em frente da porta, o lava-louça, móveis com os
pratos, copos e talheres ao lado da porta, do lado direito um balcão e do lado
esquerda o fogão e o frigorífico.
Ele pegou as coisas que precisava, preparou e
começou a cozinhar, arranjou e temperou a salada quando acabou colocou nos
pratos o almoço e a salada, dividindo pelos dois, que tirara dos armários junto
com os dois copos, pegou na coca-cola e encheu os copos, foi ao armário ao lado
da porta, na parte de baixo e pegou num tabuleiro e colocou lá tudo, subiu as
escadas, entrou no quarto colocando o tabuleiro na secretária, retirando o
prato e o copo dele para a secretária, ajudou a Bianca a sentar-se e foi buscar
o tabuleiro e colocou no colo dela. Eles ficaram a comer em silêncio e quando
acabaram a Bianca comentou que estava ótimo, ela sorriu e então o Damon pegou
em tudo e foi lavar a loiça e quando voltou reparou que a Bianca já estava
vestida com uma t-shirt vermelha e calças de ganga apertadas, com sapatilhas
pretas.
-Onde é que pensas que vais? – Perguntou o
Damon encostando-se à porta.
-Trabalhar. – Afirmou a Bianca gentilmente.
-Hum… trabalhar… NÃO ME PARECE! –
Gritou-lhe o Damon.
-Mas… - Disse a Bianca baixinho.
-Nada de mas! NÃO! – Afirmou o Damon.
-Eu preciso desse dinheiro! – Falou a
Bianca indo a correr até ele com as suas mãos quente e seu rosto ainda mais, a
segurar pelos braços dele.
-Para quê? – Perguntou o Damon cruzando os
braços e olhando para ele sério.
-Para a Universidade… e para os meus
sonhos!
-Hum… e que sonho é mais importante que tua
saúde? – Perguntou o Damon olhando a Bianca nos olhos que se agarrava a ele.
-Esse sonho é… eu quero abrir uma grande
empresa e ajudar os inocentes, lutar pelo bem, defender a justiça, ajudar os
pobres, tal como minha mãe! – Falou a Bianca a olhá-los nos olhos.
Eles ficaram calados por um tempo, parados e
por fim, o Damon pegou na Bianca ao colo que tentava se soltar e prendeu-a na
cama com cordas e tapou-a.
-Paciência! Estás doente! Se não ficares
boa rápido poderás vir a piorar e aí é que irás faltar muito ao trabalho! E
devias começar a pensar que esse era o sonho da TUA MÃE, não teu! – Comentou o
Damon.
A Bianca ao ouvir aquilo parou de se remexer,
desistindo, então o Damon pegou no comando e deu-lhe.
-Porquê estás a cuidar de mim? – Perguntou
a Bianca. – Pensava que me odiavas.
- Primeiro, porque os velhos me irão
chatear, segundo, sim eu odeio-te! Odeio a ti, e todos! E se queres provas eu
dou-te… – Respondeu o Damon a gritar, e dando um murro na barriga dela e ir a
sair pela porta batendo com ela com força.
A Bianca ficou a tremer de medo por causa do
Damon, e agarrada à barriga com dores e ficou a ver FOX durante todo o dia, mas
sempre a pensar no que ele dissera, enquanto ele se perguntava porque estava
tão preocupado, e culpando-se por lhe ter dado um murro, ele não percebia o que
estava a acontecer, e então andava de um lado para o outro na sala, quando às
cinco horas da tarde ouviu-se a campainha tocar, e passados doze minutos
ouve-se alguém bater à porta, e eram os três rapazes e fecharam logo a porta e
sentaram-se os três na cama, o John sentou-se do lado direito da Bianca, o Dave
do lado esquerdo e o Will à frente deles.
-Está tudo bem Bianca? – Perguntou o Dave.
– Estás melhor?
-Óti…ma... – Respondeu a Bianca e seu olhar
via-se que estava assustada.
-Diz a verdade. – Insistiu o Will.
-É o Damon! Ele é mau demais! – Respondeu a
Bianca sem conseguir se conter e começando a chorar.
-Que fez ele?! – Perguntou o John.
-Perguntei-lhe porque estava a cuidar de mim,
porque pensava que ele me odiava, e ele respondeu: “Primeiro, porque os velhos
me irão chatear, segundo, sim eu odeio-te! Odeio a ti, e todos! E se queres
provas eu dou-te…”, e deu-me um murro na barriga, o murro como as palavras me
doeram, fisicamente como na alma. – Explicou e o John abraçou-a e depois de
tanto chorar ela adormeceu e os três se olhavam.
-O Damon perdeu mesmo os sentimentos, santa
paciência, fazer isto a uma rapariga inocente e frágil que já sofreu tanto… ele
está a piorar! – Afirmou o Dave.
-Parece que sim, mas se volta a fazer isso,
vai se haver comigo! – Afirmou o John.
-É impressão minha ou estás apaixonado? –
Perguntou o Will.
-Não! É só o olhar dela que me acalma, que
é simpático, ela é frágil, fico preocupado, além disso conheço-a só a uns
diazitos, não é possível. – Falou o John e eles os dois olharam para ele e como
ele estava a abraçar a Bianca e como ela estava com a cabeça deitada nele.
O Will e o Dave ficaram a olhar para eles
desconfiados, mas ficaram calados e a pensar no que fazer quanto ao Damon.
-Ela está tão quente. – Afirmou o John.
-O quê? – Perguntou o Will.
O Dave e o Will colocaram as mãos na testa da
Bianca, confirmando que a febre subira de novo quando a ouviram a falar no
sonho: “Eu tenho… que ir trabalhar… seu Damon idiota, pára… de me… impedir!”,
Então a porta do quarto abriu-se e viu-se o Damon a entrar.
-Até a dormir ela continua com essa ideia
na cabeça? – Afirmou o Damon encostando-se ao armário.
-Como assim? – Perguntou o Dave.
-Há pouco, quando fui lavar a loiça e
voltei, ela estava vestida para ir trabalhar, e eu impedi-a, depois quem tem de
ouvir os meus velhos se ela piorar sou eu! – Respondeu o Damon. – Agora vocês
são guarda-costas de uma miudita?
-Somos teus amigos e da Bianca, e estamos
preocupados com o que possas fazer à Bianca. – Afirmou o Will.
-Mas chegamos tarde, ao ponto de lhe dares
já um murro na barriga não é Damon?! – Perguntou o John a ficar furioso.
-JOHN! – Disseram em uníssono o Will e o
Dave.
-O quê? A pita já fez queixinhas? Que mal
tem? É só uma miúda… estava a me enervar. – Respondeu o Damon a rir.
-Não fez queixas, ela estava a esconder,
mas não é boa a mentir, o olhar mostrou a dor dela. – Respondeu o Dave
calmamente.
-O olhar?! O olhar?! – Perguntou o Damon a
rir e a ir embora. – Vocês estão a ficar doidos.
-Damon, se continuares assim, vais afastar
muitas pessoas e muitas coisas boas de ti próprio. – Disse o Will e o Damon
parou na porta e virou-se.
-Ótimo! Assim não acabo por ter mais
desilusões! Vocês são os únicos em quem confio, e deixa estar assim, e essa
miudita é como tudo o resto… FALSO! – Afirmou o Damon saindo do quarto batendo
com a porta.
A Bianca acordou de repente com o bater da
porta assustada.
-Que foi isto? – Perguntou ela.
-Não é nada. – Respondeu o Dave.
-Bianca, podemos tratar-te por Bia? – Perguntou
o John.
-Claro! – Respondeu a Bianca.
-Bia… podemos ficar aqui esta noite? Para
te vigiar, e para vigiar o Damon. – Perguntou o Will.
-Por mim sim, mas é melhor perguntarem ao
George e à Lauren, a casa é deles no final das contas. – Respondeu a Bianca a
sorrir.
O John pegou no seu telemóvel e ligou ao
George e à Lauren colocando-os em conferência perguntando se podiam ficar com a
Bianca e a razão, e ambos concordaram, então os três rapazes à vez foram a sua
casa buscar o que precisavam, pijama, e material de higiene, primeiro o Dave,
depois o John e por último o Will.
Eles não trouxeram sacos-de-cama, pois a cama
da Bianca era suficientemente grande para caberem os quatros e como à noite
estava frio, até iria saber bem.
Eles os quatro ficaram a falar horas e horas,
mas quando chegou as oito horas da noite, pelo jogo de Pedra, Papel, Tesouro,
decidiu-se que quem iria fazer o jantar seria o Will, porque ele jogara Papel,
e o John e o Dave jogaram Tesoura, então foi até à cozinha e preparou
almôndegas com esparguete, e quando terminou, às oito e trinta e cinco da noite
pegou em três bandejas e cinco copos colocando neles coca-cola, arrumou tudo
nas três bandejas e gritou a pedir ajuda.
-Eu vou até lá ajudá-lo. – Disse o Dave a
sair do quarto a rir. – Ele não consegue viver sem mim, sou irresistível.
-Convencido! – Gritaram o John e a Bianca
sem sintonia a rirem.
O Damon estava a ouvir música pelos fones, e
não ouvia nada, e quando o Will que levava a bandeja para o Damon deu um chute
na porta dele, este não ouviu, então teve que segurar a bandeja com uma mão e
abrir a porta com a outra e viu o Damon de olhos fechados na cama a ouvir
música com os fones e colocou a bandeja na secretária dele e foi ter com ele
tirando-lhe os fones.
-O jantar está servido meu senhor! – Disse
o Will com uma vénia a rir.
-Obrigado Will, ainda não tenho fome,
quando tiver eu como. – Afirmou o Damon.
-Como queiras, desde que comas, é que tive
muito trabalho! – Disse o Will se gabando.
-Pensando melhor… é melhor não comer antes
que morra. – Disse o Damon a rir e o Will fez um ar de cãozinho triste. – Ok,
ok, tu venceste, eu como!
O Will voltou à cozinha para pegar na outra
bandeja, com dois pratos, e o Dave levava os outros dois pratos na sua bandeja,
dirigiram-se ao quarto da Bianca, e o Dave deu um pontapé na porta que assustou
ao John e à Bianca, então o John foi abri-la e ambos colocaram as bandejas na
secretária.
O Dave deu uma bandeja ao John e à Bianca, e
o Will levou também para a cama para si e para o Dave.
Todos comeram em silêncio, e após acabarem de
comer e colocarem tudo em cima da secretária, começaram a falar e a falar,
viram a série Sobrenatural, e em seguida às duas e doze minutos da manhã foram
lavar os dentes, vestir o pijama, o do Dave era uma t-shirt branca com uns
calções brancos, o Will igual só que azul-escuro, o John, era uma t-shirt
vermelha e uns calções pretos, e por fim a Bianca que tinha uns calções e uma
t-shirt de pijama vermelha e deitaram-se, o John, a Bianca, o Dave e por fim o
Will, do lado direito para o lado esquerdo respetivamente, e o John abraçava a
Bianca e tinham a cara virada um para o outro, enquanto o Dave a dormir
abraçava a Bianca e o Will abraçava o Dave.
Na manhã seguinte era sábado, então todos
dormiram até à uma hora da tarde quando sentiram o cheiro do almoço
levantaram-se, e reparam que os pratos deles tinham sido levados, os quatro
ainda sonolentos desceram, e viram a Lauren na cozinha, e o Damon, o George, o
Sam e o Robert a verem televisão.
-Bom Dia! – Cumprimentaram os quatro ao
mesmo tempo, o John, a Bianca, o Will e o Dave de pijama.
-Bom dia dorminhocos. – Cumprimentaram em resposta,
todos exceto o Damon.
A Bianca baixou a cabeça ao se lembrar do que
acontecera no dia anterior, mas de repente, lembrou-se do cavalo que vira no
outro dia, e foi até à cozinha ter com a Lauren.
-Lauren, posso pedir um favor? – Perguntou
a Bianca baixinho.
-Claro querida… diz. – Falou a Lauren
continuando a mexer a panela.
-Eu queria andar no cavalo que vocês têm lá
fora… Será que posso? – Pediu a Bianca.
-Já estás bem? – Perguntou a Lauren
preocupada.
-Estou ótima! – Respondeu a Bianca baixinho
mas com uma voz entusiasmada.
-Muito bem… então podes ir andar. –
Concordou a Lauren.
A Bianca ficou muito feliz e então abraçou a
Lauren e saiu a correr até ao jardim pela porta ao lado das escadas e ao pé da
sala, foi ao pequeno estábulo onde estava o cavalo, limpou-o, colocou-lhe a
sela, preparou-o bem e subiu nele, galopou, tanto o cavalo quanto a Bianca
estavam felizes a sentir o vento a passar por eles com velocidade no grande
quintal, enquanto lá dentro o almoço, que era peixe grelhado com ovo cozido, e
grelos era posto na mesa e esta sendo posta, e o Sam e o Robert ajudaram a
Lauren a colocar.
-A Bia? – Perguntou o John.
-Bia? – Perguntou o Damon olhando o John
confuso. – Desde quando se tratam assim? Só a conheces há uns três ou quatro
dias.
-Mas somos amigos, e ela deixa-nos trata-la
por Bia. – Explicou o Will.
-Mas também me estava a perguntar sobre
isso… ela saiu a correr há uns dez minutos e de pijama! – Esclareceu o Dave.
A Lauren que tinha acabado de colocar o
último prato que era a da Bianca olhou para todos à sua frente que a olhavam
até o Damon, o que a surpreendeu, o Robert e o Sam com as mãos no cimo das
cadeiras, e os restantes dos rapazes, o Will, John, Dave, Damon e George,
estavam sentados no sofá a ver os resumos dos jogos que deram na noite
anterior.
-Ela está lá fora a andar de cavalo. –
Respondeu ao fim de uns três minutos de fazer suspense.
-Bem me parecia que isto iria acontecer. –
Afirmou o Sam a rir.
-Como assim Sam? – Perguntou o George.
Todos olharam para o Sam e o Robert ficou com
ar sério e no entanto um tanto entristecido.
-Nós tínhamos um cavalo muito parecido,
nossa mãe a ensinou a montar, elas faziam isso muito juntas, nunca montava
sozinha, mesmo quando sabia montar melhor que nossa mãe, ela habitou-se a ter
alguém atrás dela a segurá-la, porque tinha medo, eu assustei-a uma vez com uma
história, mas agora, anda sozinha, mas quando o faz, é por três razões. – Começou
por explicar o Sam.
-Porque precisa de pensar, para se recordar
da mãe, ou porque se sente só, e assim estando com cavalo que é precioso para
ela sente a presença da mãe neles. – Concluiu o Robert.
-Mas ela está doente! – Afirmou o George.
-Que teimosa! Eu vou lá e aquela pita vai
ver! – Disse o Damon furioso levantando-se.
-Tem calma Damon, deixa-te estar, eu vou
lá. – Disse o John impedindo o Damon levantar-se.
Mas
este continuou em frente e dirigiu-se à porta que dava ao grande jardim e viu a
Bianca a galopar como um anjo no cavalo, o cabelo dela esvoaçava brilhante e
ondulado, não conseguiu evitar um pequeno sorriso que escondeu ficando de novo
sério, então ela parou à frente dele e ele acariciou o cavalo.
-Gostas de cavalos? – Perguntou a Bianca a
sorrir para ele e com um olhar sereno e de paz.
-Sim gosto, os cavalos são o oposto dos
humanos, são justos, leais, são tudo o que nós não somos, são uns seres
extraordinários! – Respondeu o Damon entusiasmado.
-Concordo plenamente! – Afirmou a Bianca a
sorrir e o olhar dela no fundo parecia entristecido, solitário e com medo da
humanidade, um olhar que o Damon conseguiu ver.
-Desculpa por ontem, passei dos limites,
não tenho nada a haver com o que fazes e o que não fazes, não me diz respeito.
– Disse o Damon baixando a cabeça e olhando nos olhos da Bianca.
Ela tentava saber o que ele pensava, tentara
decifrar, mas não conseguia, o olhar dele era como gelo, não transmitia amor,
ódio, nada! Só como uma linda pedra preciosa de diamante.
-Já me esqueci disso, desculpa, mas sou
teimosa, não ia desistir. – Afirmou a Bianca a sorrir e a colocar o cabelo para
trás.
-Posso montar também? – Perguntou o Damon
apontando para o lindo cavalo branco de olhos brilhantes.
-Claro… afinal o cavalo é vosso. – Disse a
Bianca a começar a descer.
-Deixa-te estar! – Disse o Damon impedindo
ela de descer e subiu para o cavalo para trás dela, colocando os braços à volta
dela e segurando nas rédeas. – Ambos gostamos de cavalos e queremos cavalgar,
dois em um. Ah! E o cavalo tem nome, Trovão. Vamos mostrar como se cavalga a
sério Trovão!
O Damon levou o Trovão sair do jardim e ir
dar a volta ao quarteirão pela estrada para a grande floresta.
No entanto, dentro de casa quando o Damon
saiu furioso, todos foram ver pela janela da cozinha e à medida que tudo isto
acontecia mais o John se sentia furioso e com ciúmes, com vontade de ir até lá
e parar com aquela cena e ser ele a montar com ela, então afastou-se junto com
o Will e o Dave e foram para a sala sem ninguém se aperceber e sentaram-se no
sofá.
-Que se passa meu? – Perguntou o Dave.
-Nada. – Disse o John negando e tentando
convencer-se do que dissera.
O John percebera-se que se tinha apaixonado,
mas achava que ainda era muito criança, e não a conseguia fazer feliz, por isso
depois de tanto pensar, decidiu esperar, e tornar-se um homem exemplar para
ela.
Quando eles partiram o George, o Robert, o
Sam e a Lauren voltaram para perto dos outros e foram todos comer rezando para
o Damon não fazer mal à Bianca.
O Damon e a Bianca andavam pela grande
floresta a galopar rapidamente e a sentir o vento pelos seus rostos e pelos
seus cabelos, o cheiro das árvores e o som dos pássaros felizes a cantar quando
avistaram um grande lago e foram até lá ver, desceram do Trovão e prenderam-no
numa árvore próxima ao lago que tinha uma forma quase como um coração e viram
um pequeno bote, e ambos decidiram ir andar nele, o Damon andou com o remo
enquanto a Bianca se ria dele que se esforçava muito mas que fazia caretas
engraçadas ao mesmo tempo, quando chegaram ao meio do lago o Damon cansado
parou e deitou-se no pequeno bote, mas como não tinha espaço para um estar
deitado e outro sentada, ela teve de se deitar ao seu lado encolhidos e ambos
ficaram a olhar o lindo e limpo céu azul.
-O que te fez mudar tanto? Pensava que eras
um monstro sem alma, sem coração, sem sentimentos… - Disse a Bianca quando foi
interrompida pelo Damon.
-Ei! Que simpática. Eu não sou nenhum
demónio, vê lá! – Disse o Damon na defensiva e olhando para ela e voltando a
olhar para o céu.
-Bem se não és, deste a entender que sim.
Só estou a dizer o que vi… gosto de ti assim. – Disse a Bianca calmamente e com
uma linda voz que parecia vinda do céu.
-Não te habitues! O Trovão é que gosta
muito de ti, e eu queria dar uma volta, e já me apercebi no olhar do Trovão que
se te maltratar eu é que pago, e eu gosto muito do Trovão. – Disse o Damon.
-E eu a pensar que finalmente nos iriamos
dar bem… - Disse a Bianca com um tom de voz mais triste virando a cara para o
lado contrário do Damon.
-Não irá acontecer. Estou a me lixar para
as outras pessoas, só me preocupo com aqueles três loucos, o Will, o John e o
Dave. – Explicou o Damon.
-E os teus pais? – Perguntou a Bianca.
-Não interessa, só quero que não me
chateiem. – Disse o Damon com uma voz de indiferença.
-Porquê és assim? Como uma pedra sem
sentimentos? Há tantas coisas boas! – Disse a Bianca com uma voz doce.
-Não interessa, as nossas maneiras de
pensar são muito diferentes, em minha mente todos são maus, e na tua, tem
salvação e cheia de esperança. Eu odeio tudo e todos, e isso incluiu a ti,
queres mostrar que és perfeita… mas não o és. – Disse o Damon a rir.
-Já percebi que sim, eu sei que não sou
perfeita e nunca disse o contrário… ninguém é perfeito - Concordou a Bianca de
novo com uma voz triste. – Leva-me de volta, por favor.
-O quê? Porquê? – Perguntou o Damon
sentando-se e olhando para ela.
-O fogo e a água não se dão bem, as nossas
ideias são diferentes, e estou aqui ao pé de ti e no entanto estou cheia de
medo. – Confessou a Bianca.
O Damon ficou a olha-la um pouco com um ar de
compreensão e num entanto desiludido e entristecido. Assim remou com esforço de
volta à margem, soltou o cavalo, tentou ajudá-la a subir mas esta recusou
subindo sozinha e subiu de seguida, colocando os braços à volta dela e
segurando as rédeas guiando assim o Trovão de volta a casa.
Passados cinco minutos a galopar pela
floresta e pela estrada em rumo ao quintal, eles chegaram, e quando todos
ouviram o som do Trovão foram espreitar para o quintal.
O Damon saiu do cavalo, e ajudou a Bianca a
descer, que se apoiou quando ia a sair, e quando se virou seus olhares se
encontraram, os seus lábios estavam próximos, os dois ficaram parados a olhar
no olhar um do outro, perplexos, enquanto o coração do Damon começara a
descongelar um pouco e a bater, por aquela frágil rapariga, e o coração desta
começara também a bater rápido, mas ambos se afastaram rapidamente tentando
negar o que sentiram e o que acontecera.
-Vou almoçar! – Afirmou a Bianca alto e
dirigindo-se ao estábulo.
E ao mesmo tempo o Damon também falara.
-Vou arrumar e colocar o Trovão a
descansar! – Afirmou o Damon também alto para disfarçar o que aconteceu, e o
negar, e dirigira-se com o Trovão para a porta que dava para dentro de casa.
Ambos perceberam de repente quando estavam
próximos dos destinos errados, voltarem a dar meia-volta em direção do sentido
certo e quando se cruzaram, e estavam de frente um com o outro pararam e ao
mesmo tempo apontaram para o sítio onde iam e disseram ao mesmo tempo e alto:
“É por ali” a esforçarem um sorriso, e todos dentro de casa quando a Bianca se
aproximara da porta, foram todos a correr para a sala e sentaram-se no sofá, o
Will, o John, o Dave, o Sam, o Robert, o George e a Lauren e então ela entrou
levando a mão ao cabelo colocando-o para trás e foi até à sala e olhou-os
parando ao pé da mesa e desconfiou que se passava algo, porque estavam todos
muito quietos a olharem para a televisão e com um olhar estranho.
-Que
vocês tem? – Perguntou por fim.
-Nada, nada. – Disseram gaguejando.
-Hum… então porque estão a ver televisão…
com ela desligada? – Perguntou a Bianca apontando para a televisão.
O Sam pegou rapidamente no comando que estava
na mesinha, e estava com os botões virados para baixo e para além disso, os
números virados ao contrário, colocou bem o comando a rir e a olhar para a irmã
e ligou a televisão num canal qualquer, que por acaso era de Vida Selvagem, e
era sobre os macacos.
-Macacos? A sério? Não sabiam disfarçar
melhor quando querem esconder uma coisa? – Falou a Bianca.
-Esconder? Nós? Não! – Afirmou o George.
-Nós adoramos macacos! – Disse o Robert.
-É… eles são peludos… - Disse o Dave
olhando para a televisão. – Tiram os bichos de seus irmãos e comem…. Ok! Eles
são nojentos! – Disse o Dave e todos concordaram, e o Will pegou no comando e
colocou na FOX.
-Boa! Os Simpsons! – Afirmou o Will.
-Se mudas, morres! Eu amo ver isto! – Disse
o John a rir.
-Verdade! – Concordaram todos.
A Bianca nem disse mais nada, sentou-se num
dos pratos que lá tinha e comeu em silêncio enquanto todos a olhavam e
cochichavam e entretanto o Damon chegou e parando à porta viu todos a falarem
baixinho entre si e a olharem para a Bianca.
-Que se passa aqui? – Perguntou o Damon. –
Estão todos muito estranhos.
De repente todos voltaram a ficar calados, e
numa boa postura a ver Os Simpsons.
-Não se passa nada filho, está tudo ótimo.
– Falou o George.
Ao ouvir isto, mas sem acreditar o Damon foi
para a mesa, e sentou-se no outro prato que estava pronto, e à frente da
Bianca, e ambos evitavam de se olhar, mas quando ambos iam buscar a coca-cola,
suas mãos tocaram e se olharam, e ela como instinto retirou imediatamente e
desviou o olhar, e no entanto ele continuou a olhar para o lindo olhar dela.
-Já comi, vou para o meu quarto, vestir-me
e dar uma volta. – Afirmou a Bianca, saindo da mesa e em passo acelerado foi
para o seu quarto.
Passados cinco minutos todos ainda estavam a
fingir verem Os Simpsons e olhavam o Damon que já tinha acabado de comer, pensativo
e a bater com o garfo no prato, e a Bianca a descer com uns calções de ganga,
camisola vermelha, e sapatilhas brancas.
-Até logo! – Disse a Bianca saindo sem
ouvir os restantes a responder.
O John levantou-se sem aguentar aquele
sentimento e foi atrás da Bianca a correr pela rua a baixo encontrando com ela
no final da rua, no cruzamento.
-Posso fazer-te companhia? – Perguntou o
John fazendo uma vénia muito cordial e com um belo sorriso, pegando na mão de
Bianca e dando nela um beijo suave.
-Claro… queres ir a algum lado em especial? – Perguntou a Bianca como
resposta e com um belo sorriso.
-Pensava que tinhas um lugar definido, mas
pelo que parece não… e ainda bem! Vou levar-te a um lado que acho que vais
adorar! – Afirmou o John entusiasmado agarrando pela mão da Bianca sem se
aperceber.
Eles andaram a tarde inteira pela grande
cidade, passaram pela florista onde o John comprou três rosas para a Bianca
oferecendo-lhe fazendo uma elegante vénia, passaram pelo grande repuxo com água
fresca atirando água um ao outro, passaram por um centro de karaoke, foram ao
cinema ver “Thor – O Mundo das Trevas” e por fim, ao final da tarde subiram até
ao local mais alto da cidade onde se via todas as luzes da grande cidade a
começar a ligar, o sol a pôr-se para além dos prédios e o céu a ficar escuro e
onde já se podia ver algumas das primeiras estrelas, e o ar era refrescante,
tranquilizador.
-É lindo John! Amei! Obrigado por me
mostrares algo tão maravilhoso! – Agradeceu a Bianca abraçando o John que
estava atrás de si e abraçou-o e voltou a olhar para aquela linda vista.
-De nada, fico feliz por teres gostado. Não
trouxeste casaco? – Perguntou o John preocupado.
-Esqueci-me! – Disse a Bianca e de repente
ao se lembrar arrepiou-se e finalmente cedeu ao frio que sentira.
-Toma. – Disse o John dando o seu casaco
de cabedal preto e vestindo-lhe.
-Obrigado John, és uma pessoa maravilhosa!
– Disse a Bianca a olhar para ele e voltou a inspirar aquele ar e a olhar para
as pequenas casas.
O John e a Bianca começaram a ir para casa
dela pelo caminho mais longo, demorando duas horas a chegar, mas com paragem
para jantar num belo restaurante, onde ela comera a sua comida preferida e ele
o mesmo que ela, acabando por chegar às onze e treze da noite, e à porta a
Bianca tirou o casaco e devolveu ao seu dono, ao John, e este abraçou-a com
paixão e esta abraçou-o de volta, a Bianca agradeceu muito feliz e o olhar de
John encheu-se de amor, e o Damon que estava à janela a ver a cena levou a mão
ao coração sentindo-o apertado, e quando viu que o John a ia beijar foi a
correr, abriu a porta da entrada, cobriu a boca da Bianca por trás e levou-a
para dentro.
-Obrigado por a entregares em segurança
John, os meus pais e os restantes estavam a ficar preocupados, boa noite. –
Disse o Damon fechando a porta.
A Bianca não conseguia respirar e depois o
Damon largou-a dirigindo-se rapidamente até ao seu quarto levando as suas mãos
pelo cabelo macio e a Bianca ficou parada sem perceber o que se passara e
quando voltou a si foi a correr até ao seu quarto, atirando-se para cima da
cama, e sem lavar os dentes ou trocar de roupa adormeceu.
Quando o Damon apercebeu-se que ela já estava
a dormir por não ouvir barulho nenhum vindo de seu quarto, abriu a porta
devagar e viu que ela estava mal deitada e destapada, abandonado a cabeça em
reprovação ele entrou, endireitou-a e tapou-a e não resistiu em dar-lhe um
beijo na testa dela sem se aperceber do que fizera ou do porquê, e sem saber
que estava a ser observado pelo Sam, que se afastou a rir.
Os dias foram passando e sempre a serem repetitivos,
o Damon sempre mal-educado, grosseiro, mau, a odiar tudo e todos, as aulas eram
uma loucura, com o Will, o John, o Dave e o Damon na mesma turma a fazer
asneiras, na turma da Bianca.
E num desses dias entediantes quando tocou
para o final das aulas, saíram e à frente da porta da sala a Bianca impediu-o
de ele ir ter com os amigos, e este fez um ar de espantando por ela o desafiar
de novo, o como ela tinha coragem
-Podias ter deixado a porta aberta no
metro! Estava mesmo a chegar! – Comentou a Bianca com o Damon.
-Sim sim chata. – Disse o Damon sem
interesse e os três rapazes juntaram-se a ele, virando-se para ela.
Entretanto por trás deles vieram o Tyler e a
Elena, que deram com um livro na cabeça em cada um deles e se juntaram a ela.
-Vejam lá como tratam a nossa Bia! –
Disseram os dois ao mesmo tempo, abraçando-a e virando as costas a eles e foram
em frente a rir.
A Bianca, a Elena e o Tyler foram embora da
escola e os quatro rapazes, o Will, o John, o Dave e o Damon foram atrás deles,
e foram dar a uma casa de acolhimento onde todas as crianças estavam felizes
pela chegada dos três, a Bianca lia histórias para eles, o Tyler dançava com
ele, e a Elena cantava para eles, e todos pareciam estar a gostar, ajudaram a
fazer o jantar para os meninos, e quando foram embora, às dez horas da noite,
até dava pena, porque os meninos tinha ficado muito tristes pela ida deles.
O Will, o John, o Damon e o Dave tinham
deixado de os seguir quando saíram do lar de acolhimento, despediram-se e cada
um foi para o seu lado.
Quando o Tyler, a Elena e a Bianca
separaram-se numa loja, foi cada um para um lado, e a Bianca foi no caminho
sempre em frente, mas o que a Bianca não sabia é que ela estava a ser seguida
por mais um homem todo visto de preto, e careca de olhos azuis, que quando viu
um beco sem saída foi a correr e a colocou contra a parede segurando pelos
pulsos tentando a violar rasgando e estragando o casaco preto que ela levava, e
tentando beijá-la à força.
Então o Damon que passava por acaso no local
foi a correr até lá e deu um soco na cara do homem que soltou a Bianca e esta
caiu no chão sentada a tremer de medo, enquanto o Damon enchia o homem de
porrada, mas este parou quando viu o rosto assustado da Bianca, pegou no seu
casaco e colocou-lhe.
-Está frio. – Disse ele, mas ela
encolheu-se com medo.
-Obrigado… mas que fazes aqui? – Perguntou
ela.
-Estava de passagem. – Disse o Damon de pé
e estendeu a mão para a Bianca, e esta aceitou levantando-se.
O Damon deu mais um pontapé no estomago do
homem.
-Ai
de ti que voltes a tocar nela ou mato-te! – Ameaçou o Damon com uma voz
furiosa.
Ele puxou pela Bianca, e foram sempre de mãos
dadas, foram até à estação de metro e quando estavam a descer as escadas
tentaram apanhar o metro das dez e quarenta e cinco da noite indo a correr e o
Damon ia sempre de mãos dadas a ela ajudando-a, pois ainda tremia muito por
causa do susto, mas não conseguiram apanha-lo.
-É isto que me fazes… Mete nervos não é? –
Disse a Bianca ainda a tremer de medo, mas ela não podia perder a oportunidade
de gozar com ele.
Ele riu concordando e abraçou-a passando
proteção para a tentar acalmar, então abraçados um ao outro foram sentar-se à
espera do outro metro que só chegaria uma hora depois, mas a Bianca cinco
minutos depois adormeceu nos braços do Damon, e ele não conseguiu evitar sorrir
e de lhe acariciar a face.
Passado uma hora o metro chegara, e o Damon
com pena de a acordar, pegou ela ao colo e entrou no metro e sentou-se nos dois
primeiros bancos que viu vazios, sentando ela, e ele em seguida abraçando-a.
Como já era tarde, cerca de meia-noite, e
todos em casa estavam preocupados com os dois, pois não tinham aparecido,
ligaram primeiro ao Damon, e este contou o que se passara mas também os
tranquilizara, e pedira para não comentarem nada com ela, e ao desligar o
telemóvel e ao guarda-lo a Bianca acordou.
Quando acordou reparou que já estava dentro do
metro nos braços do Damon, mas como estava a sentir-se bem assim, e quentinha
deixou-se estar.
-Desculpa se te acordei. – Disse o Damon
pela primeira vez, com uma voz doce.
-Não acordaste, mas… que horas são? Quanto
falta para chegarmos? – Perguntou a Bianca.
-São… - Começou o Damon a dizer a ver as
horas no relógio. - … Meia-noite e dez minutos e devemos chegar em cinco
minutos.
Assim aconteceu, em cinco minutos chegaram à
estação de metro de onde vivam, e foram a pé nas calmas para casa, o que durou
mais ou menos uma hora, a passar por sítios divertidos, olhar para as estrelas
ao deitar-se na relva, andar de baloiço e falar nos bancos do parque e indo
sempre abraçados ou de mãos dadas chegando a casa à uma e vinte minutos da
noite, separando-se ao entrarem nos respetivos quartos, cada um há vez levou os
dentes e vestiram os pijamas, e por fim deitaram-se.
Eram três da manhã quando todos dormiam, e
também o Damon e a Bianca, mas esta acordara com um pesadelo e aos berros, mas
que por sorte ninguém ouvira, só o Damon que foi a correr até ao quarto
entrando de repente e ligando a luz encontrando a Bianca a chorar e encolhida
na cama ao perceber ao que se devia aquele pânico e o pesadelo foi até à
mesa-de-cabeceira e ligou o candeeiro rosa dela, foi desligar a luz principal e
deitou-se ao lado dela abraçando-a, e ela encostou-se a ele escondendo o rosto
no co corpo quente dele, que desligou a luz e então adormeceram sem mais nenhum
interrupção.
A noite passou, a manhã de sexta começava a
aparecer, eram seis e quinze da manhã, e o Robert, o George e a Lauren iam
agora trabalhar, mas passaram todos eles pelo quarto da Bianca para saber como
ela estava, mas viram eles os dois a dormir daquela forma e todos eles
sorriram, e a Lauren foi pegar na máquina fotográfica a correr e tirou-lhe uma
foto e assim com tema de conversa foram para o trabalho felizes.
Uma hora se passou, e o Sam foi até ao quarto
acordar a Bianca que ainda estava a dormir e a ficar atrasada, abriu a porta e
viu eles os dois e começou a rir.
-Os opostos atraem-se? Bem… não me lembro
quem o disse… mas tinha razão! – Disse o Sam baixinho. – Acordem pessoal! Vão
chegar atrasados! – Gritou ele abrindo a persiana toda.
Com o susto os dois caíram da cama e o Sam
riu-se, o Damon e a Bianca pegaram nas almofadas ao Sam que saiu a correr e a
rir.
O Damon foi até ao seu quarto sonolento e
vestiu-se, uma t-shirt preta, calças pretas apertadas e sapatilhas pretas e a
Bianca vestiu um vestido branco que dava pelos joelhos e sandálias brancas e
ambos se pentearam nos seus quartos, apesar de ser final de mês de Outubro
ainda estava calor só durante o dia.
Depois de estarem prontos, arrumaram as
mochilas, colocaram às costas e foram para baixo tomar o pequeno-almoço junto
com o Sam, e quando o Damon olhou para o relógio viu que eram sete e vinte e
sete horas da manhã.
-Estamos atrasados! – Disse o Damon levantando-se
e indo a correr porque o metro partiria às sete e trinta e cinco da manhã.
A Bianca ao ouvir isto, também se levantou
rapidamente deu um beijo no rosto do irmão e foi a correr atrás do Damon.
Foram a correr até à estação do metro,
desceram as escadas e o metro já lá estava, o Damon conseguiu entrar, mas a
Bianca não, e as portas estavam a fechar-se, mas o Damon, impediu a porta de se
fechar pegando nela, e permitindo a Bianca entrar, e foram assim em pé no metro
os trinta minutos da viagem.
Quando chegaram ao seu destino às oito e
cinco horas da manhã, saíram do metro, subiram as escadas, e foram a pé até à
escola o que demorava cinco minutos, assim, ainda tiveram outros cincos minutos
para colocar a conversa em dia, eles os dois dirigiram-se ao bar que era do
outro lado da entrada da escola.
-Bom dia Bianca e Damon! – Cumprimentaram a
gritar a Elena, o Tyler, o Will, o John e o Dave enquanto eles os dois se
aproximavam.
-Bom dia. – Responderam os dois baixinho e
sonolentos.
O John reparara na ferida do lábio da Bianca
e dos pulsos negros.
-Que se passou? – Perguntou o John fixando
o olhar na Bianca preocupado.
-Sim está tudo bem obrigado John, e tu? –
Perguntou a Bianca ironicamente.
-Não estou a brincar Bia! O teu lábio… os
teus pulsos… que se passou?! – Perguntou o John sério e quando todos olharam
atentamente repararam no mesmo.
-Não foi nada… - Disse a Bianca desviando o
olhar.
-Não mintas! – Pediu o John ainda mais
preocupado e mais sério.
-Foi esse aí ao teu lado? – Perguntou a
Elena apontando para o Damon.
A esta altura, já todos estavam preocupados e
sérios.
-Não foi ele! – Disse a Bianca protegendo o
Damon.
-Se não foi ele… quem foi? – Perguntou o
Tyler.
-Foi… - Começou a Bianca por dizer,
tentando dizer de uma maneira que eles não se passassem da cabeça.
-Eu conto o que aconteceu! – Disse o Damon,
colocando a mão no ombro da Bianca e avançando à frente de forma a defende-la.
– Não descarreguem nela… ontem à noite a ir para casa às dez e tal eu
encontrei-a, um homem tentou violá-la, estragou o casaco dela, tentou beijá-la
à força, e ao segurá-la contra a parede com força deve ter causado isso, quando
vi o que estava a acontecer ao passar por lá, simplesmente deixei o gaijo KO e
fomos para casa, mas tarde porque perdemos o metro e tivemos de estar uma hora
à espera.
Todos ficaram de boca aberta a olhar para os
dois, e ela aproximou-se do Damon e ele apoiou o braço na cabeça da Bianca pois
ela era mais baixinha que ele.
-O quê?! – Disseram em uníssono espantados.
-Eu a tentar dizer de maneira a eles não se
preocuparem, e tu dizes de bombardas com tudo de uma vez. – Disse a Bianca
olhando para o Damon.
-Ei… foi da maneira direta, o que convém a
todos o tempo que se pensa. – Disse o Damon a rir.
-Vamos pensar positivo… vocês dois estão
bem. – Disse o Will.
Entretanto tocou, dividiram-se, e foram o
Damon, a Bianca, o Will, o John e o Dave para a sua sala, o Damon e a Bianca
iam juntos à frente a discutir como de costume, mas pareciam cada vez mais
íntimos, uma discussão digamos que positiva e de amizade e os restantes iam
atrás, entraram na sala, sentaram-se nos seus lugares à espera do professor, e
o Damon e a Bianca continuavam a discutir como um belo casal de namorados até
que o professor chegou.
Ambos à medida que os dias passavam eles
aproximavam-se cada vez mais, preocupavam-se um com outro à sua maneira,
brincavam os dois com a mangueira, iam andar na floresta, andavam no Trovão,
ele obrigava-a a ir a umas pequenas festas, ela obrigava ele e ir ajudá-la com
as crianças do orfanato, ajudar idosos, iam às compras e à medida do tempo e
das ações da Bianca e que ela o obrigava a ver e a ajudar, estavam a fazer o
coração de gelo e de monstro do Damon, derreter sem ele se aperceber porém eles
os dois… tinham sempre aquela discussão saudável.
Numa dessas tardes quando o Damon andava no
Trovão pela floresta e a Bianca escrevia uma peça de teatro em segredo de todos
no centro recreativo da cidade, o John, o Will, o Dave, o Tyler, a Elena, o
Sam, o George, o Robert e a Lauren estavam na sala à espera que ambos
chegassem, e enquanto esperavam a Lauren pegou nas fotos que tirara do Damon e
da Bianca juntos e mostrou a todos, enquanto todos para ver se colocavam uns em
cima dos outros para ver as fotos que estavam nas mãos do Dave, e todos riram ao
ver o “Ser sem Sentimentos” tão carinhoso.
Capitulo
III
Os dias foram passando, cada vez mais
animadas, e o que o coração do Damon ia se derretendo cada vez mais com o calor
do coração da Bianca até que se passaram dois meses da mudança dos Smith para a
casa dos Evans, porém no principio de uma noite fria o Damon e a Bianca tiveram
uma grande discussão por causa de o Damon estar sempre a atirar-lhe à cara que
a odeia e a casa era dele, a controla-la e a limitar o que ela fazia ou não
fazia e a Bianca fechou-se no quarto a fazer a sua mala, elaborou uma carta em
cima da almofada a dizer: “Desculpem e obrigado por terem cuidado de mim, mas
há uma mosca muito chata, beijos Bianca.” E saiu, e quando o Damon já estava
mais calmo foi à janela e viu a Bianca a ir embora, abriu-a a janela.
-Onde pensas que vais? – Perguntou-lhe o
Damon.
-Ao que parece, vou-me embora. – Respondeu
a Bianca com desprezo.
-Porquê? – Perguntou o Damon olhando para
ela.
-Porque não me sinto bem nesta casa, onde
alguém me odeia, e não quero que estejas sempre limitar as minhas ações só pela
casa ser tua! E não quero ser mais um fardo para ti. – Respondeu a Bianca. –
Agora se me dás licença vou embora.
-Para onde vais? – Perguntou o Damon a
sorrir e a rir.
-Um local onde não veja a tua cara, onde
não esteja o teu coração frio e de pedra!
-Podes ficar, gosto de chatear-te e a vida
ia se tornar muito entediante se te fosses. – Disse o Damon e a Bianca ao ouvir
aquilo ficou surpreendida. – Entra rápido antes que eles se apercebam que
saíste e fiquem preocupados. – Ele entrou e fechou a janela deitando-se na sua
cama a sorrir e acabando por adormecer.
Depois disto a Bianca pensou e voltou até ao
seu quarto, arrumando as suas coisas nos sítios certos, rasgando a carta que
deixara e colocando-a no lixo, preparou-se para se deitar e atirou-se para a
cama tapando-se e aconchegando-se, acabando por adormecer.
No semana seguinte depois de mais umas
discussões e reconciliações, quando o Damon o Will, o Dave e o John estavam no
quarto do Damon sentados no chão a jogar uma bola uns aos outros aleatoriamente
e a falar enquanto a Bianca estava a ajudar no lar de idosos.
-Tive um sonho maluco. – Comentou de
repente o Damon.
-Que tipo? Que era? – Perguntou o Dave
curioso.
-Aquele idiota do Bruce! – Começou o Damon.
-Qual? Aquele que estava sempre a
desafiar-te mas no final desistiu e agora é teu amigo? – Perguntou o John.
-Sim, esse mesmo. – Confirmou o Damon.
-Que tem ele? – Perguntou o Dave.
-Tinha raptado a Bianca, levou-a para uma
casa abandonada, prendendo-a toda, e ameaçando-me se não fizesse o que ele me
pedia que a matava, e estava com uma arma, ela toda presa e ele a apontar a
arma à cabeça dela, eu queria ir dar-lhe um murro, mas não conseguia mexer-me! –
Disse o Damon levando as mãos à cabeça.
-Foi um sonho, vamos agora esquecer –
Disse o Will.
-E se… ele tentar mesmo? – Perguntou o
Damon preocupado.
-Estás preocupado com a Bia? – Perguntou o
Dave.
-Não! Só que não quero aturar o pessoal
aqui a chorar e nem quero ir a funerais, só isso! Só que ficou furioso ao
pensar nisso. E o nome dela é Bianca! B-I-A-N-C-A! Não Bia! – Disse o Damon.
-Somos amigos íntimos dela, ela deixa-nos.
– Justificou-se o John a sorrir e o Damon mandou almofadas contra eles os três
ainda furioso.
Depois de uns minutos e de eles conseguirem
acalmar o Damon, foram-se embora a rirem das ideias malucas do Damon, e ele
tentava se acalmar.
No dia seguinte quando ambos voltavam da
escola o Damon e a Bianca, e estavam no metro à espera do metro, o Damon foi
buscar uma coca-cola para cada um a uma máquina e um rapaz alto, de cabelo
loiro, de olhos azuis, t-shirt verde escura, calças de ganga apertadas, sapatilhas
pretas e muito simpático que foi ter com a Bianca.
-Olá Bianca… talvez não me conheças… mas eu
chamo-me Charles, sou da sala ao lado… queria perguntar se queres sair comigo.
– Disse o rapaz, e a Bianca não teve chance de dizer nada porque pareceu o
Damon de repente.
-Desculpa, mas ela não pode ir contigo. –
Disse o Damon juntando-se à Bianca e dando-lhe a coca-cola.
-Não sabia que tinhas namorado, desculpa. –
Disse o rapaz desculpando-se e indo embora.
-Porque tinhas de te meter?! – Perguntou a
Bianca quando o metro chegou.
-Porque… sei lá! Não tenho que te dar
justificações. – Disse o Damon entrando no metro. – Entra lá antes que feche.
Ela atirou com o resto da coca-cola nele.
-Estou farta dessa tua atitude, não me tens
de dar justificações e tu não tens de te meter na minha vida! – Disse a Bianca
e a porta do metro fechou-se e ela foi dar uma volta.
Quando o Damon chegou a casa enervado, viu os
seus três amigos sentados nas escadas.
O Will e o Dave levantaram-se e o John como
se fosse obrigado também se levantou e foram ter com o Damon, abraçando-o.
-Temos que falar! – Disse o Will
-Que se passa com vocês dois, Will e Dave?
– Perguntou o Damon desconfiado.
-Nada, agora vem! – Disse o Dave, que o
puxou até ao quarto do Damon.
-Agora vamos falar. – Disse o Will
sentando-se no puff preto do Damon.
O Dave sentou-se na cadeira da secretária, o
Damon na cama e o John sentou-se no chão encostando-se ao armário.
-Que vos deu? – Perguntou o Damon.
-Vamos ser diretos. – Começou o Dave.
-Nós vimos o que aconteceu no metro entre
ti e a Bianca. – Disse o John olhando-o com um olhar furioso.
-Gostas da Bianca? – Perguntou o Will.
-Não! Odeio-a! – Respondeu o Damon.
-Hum… gostas de batatas fritas? – Perguntou
o Dave.
-O quê? – Perguntou o Damon confuso.
-Gostas ou não gostas? – Insistiu o Dave.
-Gosto. – Disse o Damon.
-Salada? – Perguntou o Dave.
-Gosto. – Disse o Damon começando a ficar
distraído a responder às perguntas corretamente de acordo com os seus
sentimentos.
-Bifes com natas? – Perguntou o Dave.
-Gosto. – Disse o Damon começando a brincar
com o telemóvel.
-Aulas? – Perguntou o Dave.
-ODEIO! – Disse o Damon acentuando bem nas
letras.
-De cavalos e de pianos? – Perguntou o
Dave.
-Gosto. – Respondeu o Damon.
-Da Bianca Smith? – Perguntou o Dave,
chegando finalmente à pergunta que queria.
-Eu amo-a. – Disse o Damon sem se aperceber
o que dissera, que tinha dito os verdadeiros sentimentos por ela.
-A-ah! Finalmente admitiste! – Disse o Will
batendo com a mão na do Dave.
-O quê? Que foi? – Perguntou o Damon. - …
Que disse eu?… Estou louco!
-Louco pela Bia! Nós fomos testando, a ver
se dizias o que gostavas e não gostavas, e quando já estavas dentro da cena,
seria fácil dizeres sem te aperceberes e admitires! – Acabou por dizer o plano
o Will.
O John saiu do quarto batendo com a porta, e
ao sair chocou contra a Bianca.
-Desculpa John. – Disse a Bianca.
-Não tem problema. – Disse o John com ar de
compreensão. – E desculpa pelo que vou fazer, mas é a única maneira de desistir
de ti, não posso competir ao amor que sentes pelo Damon, e o amor que ele sente
por ti, mas nem que seja só uma vez eu preciso…
Á medida que ele falava fazia a Bianca recuar
e encostar-se à parede, segurou-a e tentou beijá-la à força, quando o Damon, o
Will e o Dave saíram do quarto, e viram a Bianca assustada e a tentar sair. O
Damon chegou até ao John, puxou-o e deu-lhe um soco na cara que o fez cair para
trás e o Dave e o Will estavam espantados com o que acabaram de ver.
-Que é isto na minha casa? – Perguntou o
Damon olhando para ele.
-O que é isto? É que eu estou apaixonado
pela Bia… porra pá… estou apaixonado desde o momento que ela me sorriu pela
primeira vez! – Disse o John. – E se queres saber, não me arrependo do que fiz,
eu já desejava tê-lo feito há muito mais tempo!
-Fora de minha casa! – Disse o Damon
primeiro calmamente mas ao ver que o John não se mexia gritou. – SAI DA MINHA
CASA!!!
-COM PRAZER! – Gritou-lhe o John que saiu e
à porta de entrada bateu com a porta.
A Bianca olhou com medo para o Damon, e
entrou no quarto, arrumou sua roupa, roupa de interior, tudo numa mala,
escreveu uma carta que colocou na secretária que dizia: “Obrigado pela vossa
hospitalidade, mas eu não quero ser fonte de discussão, nem dar mais problemas,
beijos Bianca”, e ao ouvir a porta do Damon a bater, ela saiu do quarto, desceu
as escadas, e saiu da porta. Ela andou, andou e andou, até que a noite começou
a cair, e suas lágrimas caiam junto com o número de estrelas que aumentavam no
chão à medida que a noite ia caindo, até que encontrou a sua chefe de trabalho
que a deixou ficar no café a dormir, e ficara no sofá ao lado dos cacifos, e
ela chorara, e chorara a noite toda até se sentir mais leve.
Quando todos em casa viram a carta, o Damon,
o Dave, o John, o Sam, a Lauren, o George e o Robert, ficaram surpreendidos e
no entanto preocupados.
No dia seguinte, quando todos se
reencontraram mal se falaram, nem sequer um bom dia, e o Damon dirigiu-se à
Bianca quando entraram na sala e dirigiram-se aos seus lugares, e o Dave e o
Will juntaram-se a eles.
-Desculpa se fiz algo errado, mas por favor
volta. – Pediu o Damon.
-Não fizeste nada, nenhum de vocês, são
todos uns queridos… mas não quero ser motivo para zangas de amigos de longa
data. – Justificou-se a Bianca.
-Diz-nos onde estás pelo menos! – Pediu o
Dave.
-No meu trabalho, agora vamos mudar de
assunto. – Disse a Bianca a esforçar um sorriso e todos se olhavam com um olhar
de preocupação.
O dia demorou a passar, com zangas e
intrigas, de amigos, e de amores, todos eles já estavam desesperados e o Will e
o Dave já não sabiam o que fazer, foram até à casa do Damon e viram o Sam e a
Lauren na sala a verem televisão pois por acaso ambos tinham saído mais cedo, e
contaram tudo o que se passara, entre a Bianca, o John e o Damon, e o porque da
Bianca ter saído, e ficaram todos a olhar para o nada ao ouvirem ou ao falarem
daquela cena inacreditável que estava a acontecer e o Damon momentos depois
chegou e todos o olhavam preocupados e este subiu rapidamente para o quarto
desorientado.
Quando o Robert apercebeu-se o que se passava
com o Damon, foi ter com ele ao seu quarto, bateu à porta e entrou.
-Posso? – Perguntou o Robert e o Damon
acenando com a cabeça disse que sim e o Robert sentou-se á beira da cama. – É
por causa da Bianca? Devias aceitar o que sentes, antes que a percas, quando te
aperceberes pode ser tarde demais, felizmente não sabes o que é perder a pessoa
que amas, e espero que não saibas… é uma experiência horrível.
O Damon olhou para o Robert com ar de quem
não tinha percebido, levantou-se e foi até à janela, olhando para o Trovão
lembrando os dias de felicidade.
-Não é por causa daquela pita! Não… é… E
qual é essa de pessoa que amas? Não amo ninguém! Só a mim mesmo! – Disse o
Damon.
O Robert não disse mais nada, levantou-se foi
até à porta virou-se e disse:
-Como queiras, depois não digas que não
avisei, e espero que não seja demasiado tarde na altura. – Afirmou o Robert a
sair do quarto.
O Damon andava de um lado para o outro no
quarto, ele não sabia o porque, mas sentia-se vazio, perdido e agora com medo.
-Eu não estou assim, por causa dela, não
estou apaixonado… não estou… - Dizia o Damon em voz baixa a ele próprio
tentando se convencer disso e andando de um lado para o outro.
Depois de umas duas horas do que acontecera
na casa dos Evans, quando a Bianca estava a chegar ao trabalho e abrira a
porta, foi levada para dentro de uma carrinha por três homens todos de preto e
capuz, prenderam-na toda, meteram-se a caminho e foram para uma casa velha e
abandonada na floresta, tiraram-lhe uma foto, e em anónimo enviaram para o
Damon, e ligaram-lhe em seguida.
- “Olá Damon, reconheces-me? É só para
dizer que tenho aqui uma pessoa, e que se não me trouxeres um milhão de euros
ou cabeça dela vai pelos ares, e não estou a brincar Damon.” – Disse uma voz familiar
do outro lado disparando um tiro no ar. – “O próximo é na cabeça dela.”
-NÃO! Por favor! Que queres que faça? –
Perguntou o Damon preocupado e desesperado.
-Traz-me um milhão de euros. Sabes onde
fica a casa abandonada da floresta? – Exigiu e perguntou o raptor.
-Sim, sei! – Respondeu o Damon desesperado.
-Muito bem… se tentas alguma gracinha, ela
morre! Tenho homens espalhados, por isso cuidado com o que fazes! – Afirmou o
raptor. – Tens noventa minutos, ou seja, uma hora e meia, às seis horas da
tarde aqui, tens noventa minutos, não te esqueças, é como um jogo de futebol,
engraçado não é?
O raptor desligou a rir e o Damon saiu a
correr desesperado, e viu, todos, a sua família, os seus amigos, e a família da
Bianca sentados a ver televisão, a verem uma série policial, e assistiu mesmo a
parte onde um homem tentava salvar a rapariga que tinha sido raptada e que
amava mas não conseguiu pois ela fora morta antes com um tiro na cabeça.
-Como vocês podem estar a ver isso se isso
pode acontecer agora mesmo à Bianca?! – Afirmou o Damon cada vez mais
desesperado. – Pai, mãe, preciso de um milhão de euros.
-Como assim filho? Acontecer o mesmo à Bianca?
– Perguntou a Lauren.
-Para que queres um milhão de euros? –
Perguntou o George.
O Damon pegou no telemóvel e amostrou a foto
da Bianca presa a eles.
-Mandaram-me isto, e disseram-me para levar
um milhão de euros em troca dela! Eles têm balas a sério! Eu ouvi… neste
momento só tenho uma hora e vinte e cinco minutos! – Disse o Damon.
Todos ficaram chocados ao ouvir isto, o Dave
e o Will juntaram-se a ele, e o George foi buscar o dinheiro que tinham num
cofre, o ambiente ficara insuportável, de medo e desespero, o Robert e o Sam
abraçaram um ao outro para se reconfortarem, quando o George chegara com uma
bolsa com o dinheiro e deu ao Damon.
-Traz a Bianca de volta, por favor Damon. –
Pediu o George abraçando o filho. – Nós iremos ligar à polícia!
-Nós vamos contigo Damon! – Disseram os
dois amigos.
-Não… - Disse o Damon.
-A Bianca é nossa amiga também! –
Defenderam.
-Vão avisar a Elena e o Tyler e
encontrem-se lá comigo então… por favor. – Pediu o Damon saindo de casa.
O Damon posou a mala no estábulo, preparou o
Trovão, montou-o e foi o mais rápido que conseguia até à floresta, mas demorou
um pouco mais a chegar, porque tinha muitas voltas e curvas para se conseguir
lá chegar, chegando assim, em cima da hora, nos últimos minutos, desmontou, e
foi a correr até dentro da casa abandonada, não tinha moveis, quadros, nada… a
única coisa que tinha era poeira e a cair de podre, até custava a respirar.
-Aqui estou! – Gritou o Damon. – Onde estás
Bianca?!
-Finalmente que chegaste, vamos acabar
isto. – Afirmou um rapaz encapuzado e todo de preto, aproximando-se e segurando
com força a Bianca que estava toda amarrada, com a boca tapada, a chorar de
medo e com uma arma apontada à cabeça.
Havia muita gente à volta com fatos pretos e
preparados para bater e então o rapaz tirou o capuz, tinha cabelo castanho
claro, olhos claros e brilhantes, era lindo.
-Bruce… tu?! Pensava que eramos amigos. –
Disse o Damon surpreendido.
-É… as aparências enganam… - Disse o Bruce.
– O dinheiro?
Quando o Damon apercebeu-se tinha esquecido
da mala onde tinha o dinheiro, de repente todos tinham chegado, o Dave, o
Tyler, a Elena, o Will e o John e ficaram espantados a ver quem era.
-Esqueci-me ao preparar o meu cavalo. –
Disse o Damon com voz baixa.
-Hum… esqueceste? – Perguntou o Bruce
realçando e preparando a arma para disparar. – O que será que faça agora?
O John e o Damon ficaram assustados, o Damon
tal como no sonho não se conseguia mexer, estava assustado e desesperado.
-Não a mates por favor! Se queres matar
alguém, mata a mim! O teu assunto é comigo, não a metas, por favor. – Pediu o
Damon a começar a chorar.
-Porque não a devo matar? – Perguntou o
Bruce a rir.
-Porque ela é uma rapariga especial, boa,
querida… e porque eu a amo… não consigo viver sem ela… e ela não merece morrer,
mata a mim em vez dela, por favor. – Justificou-se o Damon suplicando a vida de
Bianca.
-Hum… vamos ver a opinião dela? – Perguntou
o Bruce destampando a boca dela.
-Idiota! Seu monstro sem coração… mas que
eu amo do fundo do coração e não percebo o porquê… não te metas! Não me importo
de morrer se for por ti, eu amo-te! – Disse a Bianca a chorar e a gritar.
O John ao ouvir o que ambos disseram, de
coração destroçado aceitou que tinha de desistir e deixar os dois serem felizes
juntos, todos ficaram perplexos ao ouvir isto, o Will, e o Dave começaram a
rir, entretanto apareceram o Robert, o George, o Sam e a Lauren a rirem.
-Chega de os fazer sofrer, finalmente
admitiram. – Disse o Sam a rir.
O Bruce desamarrou a Bianca, que caiu no chão
com as pernas a tremer e cheia de medo, e quando o Bruce se afastava e ia para
perto dos outros o Damon aproximou-se da Bianca a correr abraçando-a com força
e olhando-a nos olhos.
-Pensava que te ia perder. – Disse o Damon
encostando a testa dele, à dela. – Eu… amo-te.
-Perderes quem amas dói. – Disse o Robert.
-Espero que isto sirva de lição, ainda bem
que não era real. – Disse a Lauren.
-Como assim não era real?! – Perguntou o
Damon abraçado à Bianca e depois apontou para o John. – E o que esse gaijo faz
aqui?
-Calma! – Disse o Dave.
-Este plano era para vos fazer entender que
se amavam um ao outro, e nos piores dos casos seres teimoso, tínhamos que
concordar com o John e ele ficaria e salvaria ela, mas… - Disse o Will.
-Acho que não posso vencer o amor que
sentem um pelo outro, estou a desistir. Amigos como dantes? Desculpa meu, eu…
estava e ainda estou doido pela Bianca… mas já percebi que não tem como eu
vencer. – Disse o John avançando em direção do Damon.
-Todos nós temos de falar, incluindo tu
Bruce! – Disse o Damon e o Bruce fez um ar de inocente, olhou para a Bianca, e
em seguida virou-se para o John dando um aperto de mão. – Amigos.
-Mas se fizeres a Bianca sofrer eu tiro-a
de ti! – Avisou o John.
-Ok pessoal, excelente trabalho, estão
dispensados, o jantar é em nossa casa, frango de churrasco! – Afirmou a Lauren
e todos entusiasmados foram indo até à sua casa.
Todos foram embora deixando o Damon e a
Bianca sozinhos e abraçados a tremerem ainda de medo mas no fundo aliviados e
felizes por terem dito o que sentiam, ficaram assim uma hora, em silêncio,
levantaram-se, foram para a rua, e já se via a noite, o Damon colocou a Bianca
em cima do Trovão e sentou-se atrás dela, colocou os braços à volta dela,
agarrou nas rédeas e começou a galopar até casa e foram encostados um ao outro.
Quando chegaram colocaram o Trovão no
estábulo indo por outra entrada, e foram ter com o resto do pessoal que
organizara tudo aquilo, de mãos dadas à Bianca e todos olharam para eles a rir,
e a aplaudir.
-Ok… quem teve esta ideia doida e suicida?
– Perguntou o Damon.
O Dave, o Will, o Sam e a Lauren levantaram a
mão a rir. E em seguida o Bruce, o Robert e o George levantaram as mãos com um
ar inocente e a rir.
-Eles telefonaram-me, explicaram-me a
situação de vocês dois que não admitiam o que sentiam e do John, o conflito
entre vocês dois, falaram-me do teu pesadelo e que queriam que eu a trouxesse
para a vida e eu decidi dar uma ajudinha. – Explicou o Bruce a rir agora
vestido com uma t-shirt branca e umas calças de ganga justas.
-E nós só descobrimos tudo quando saíste
pela porta a correr, quando íamos para ligar para a polícia, mas eles começaram
a rir e explicaram tudo, e em seguida fomos ter com vocês. – Justificou o Robert.
-Não
me irei esquecer tão rápido disto! Irei vingar-me de todos… vocês… - Disse o
Damon apontando para cada um dos responsáveis pelo plano. – E quem por acaso sabia
do plano?
Ao ouvir esta segunda pergunta, o Tyler e a
Elena levantaram as mãos a rirem.
-Nós dois sabemos desde o princípio, pois
fomos nós que decoramos e escolhemos o lugar. – Disse o Tyler a sorrir,
apontando para si e para a Elena que também sorria.
-Também me irei vingar de vocês dois. –
Afirmou o Damon. – Preparem-se todos vocês.
-Mas alguém tinha que fazer alguma coisa,
vocês não admitiam o que sentiam de verdade, tivemos de dar um empurrãozinho. –
Disse a Elena na defensiva levantando as mãos com um sorriso inocente.
-Empurrãozinho? Quase me mataram de
coração! – Disse o Damon a apertar a mão da Bianca que se escondia atrás dele
ainda assustada.
-Mas resultou não é? – Afirmou o Dave
apontando para as mãos deles.
O Sam que estava perto do estábulo,
aproximou-se da sua irmã por trás abraçando-a e assustando-a e dando um aperto
de mão ao Damon.
-Desculpem pelo susto e pelo exagero… mas
se não fosse um susto de morte, nenhum iria admitir… e se tu a magoas… morres…
- Disse o Sam a sorrir.
-Eu desculpo-vos… - Começou a Bianca e
todos já estavam a festejar. – Se me comprarem os bilhetes para o concerto dos
Linkin Park, se me fizerem salada e bifes de cogumelos, com natas e batatas
fritas, e o que eu quiser durante uma semana!
Quando ouviram isto fizeram meia expressão de
aceitação quanto à ideia do bilhete para o concerto e da comida preferida dela
e outra de negação de fazerem o que ela queria durante uma semana. Já estavam
com medo, mas não tinham remédio senão aceitarem depois do que fizeram.
-O mesmo para mim! – Afirmou o Damon a rir.
-Ok… - Começou o Tyler a rir.
-Mas… - Continuou a Elena.
-Só… - Disse a Lauren dando continuidade.
-Se… - Continuou o George.
-Vocês… - Disse a continuar o Sam.
-Derem… - Disse o Robert.
-Um… -Continuou o Bruce.
-BEIJO! – Concluíram o Dave e o Will por
fim em sintonia a rirem.
Todos eles estavam juntos a formar uma meia-lua
à volta deles, que ao concordarem com o que tinham-lhes proposto e porque já
estavam a organizar uma confusão caso recusassem, viraram-se um para o outro,
ele abraçou-a e ela colocou as mãos no peito quente e seguro dele, olhando nos
olhos um do outro a sorrirem.
-Nem acredito que é mesmo verdade… vais
tirar-me o primeiro beijo é? – Disse a Bianca a rir baixinho.
-Desculpa por isso… se queres saber… nem
peço! És minha namorada, e apercebi-me que te quero só para mim, que te quero
proteger com a minha vida, agarrar-te a toda a hora, descongelar o meu coração
por completo com o teu coração puro, bom e quente, só peço desculpa por ser
aqui e não num sítio como deve ser, um sítio ideal para uma pessoa linda e boa
como tu. – Disse o Damon baixinho a ela.
-Namorada? Desde quando? Não me lembro de
dizer que era. – Afirmou a Bianca a rir.
-Então vamos tornar oficial… Bianca Smith,
aceitas ser minha namorada? – Perguntou o Damon.
Enquanto o Damon falava colocava sua mão
direita no queixo dela, levantando-o, inclinando-se para conseguir chegar e
beijar os pequenos, macios e quentes lábios dela, ambos ao beijarem fecharam os
olhos abraçando-se, esquecendo dos restantes que batiam palmas e que
assobiavam.
-Sim. – Aceitou a Bianca.
-O monstro e a bela, a escuridão e a luz, o
mal e o bem, o fogo e a água… no final juntos. Os opostos atraem-se afinal. –
Disse o Damon a rir a segurar nas mãos da Bianca e ambos sorriram.
Capitulo IV
A
linda lua cheia já estava no pico mais alto a brilhar e o Damon e a Bianca,
estavam no quarto dela, porque o dele a assustava, deitados na cama, ela ainda
tremia de medo e ele abraçava-a acariciando o rosto e o cabelo dela trocando
olhares e sorrisos.
-Tenho de te contar uma coisa… prometes não
dizer a ninguém? – Disse o Damon de repente ficando sério.
-Claro que prometo! – Afirmou
a Bianca com firmeza.
-Eu… sou adotado… - Disse o
Damon. – Meus pais, quer dizer, o George e a Lauren, não sabem que eu sei, mas
eu encontrei um papel onde dizia o verdadeiro nome dos meus pais, eu obedeço a
eles porque me acolheram e protegeram-me, mas não suportei o facto de me
mentirem até hoje. O nome dos meus verdadeiros pais é Rick e Caroline Dark.
A Bianca ficou chocada ao ouvir
isto, e tinha a sensação de ouvir esses nomes só que não se lembrava de onde,
quando de repente o Sam que ia dar as boas noites à sua irmã e não sabia que
eles estavam juntos no seu quarto, e ambos se sentaram rapidamente na cama,
assustados.
-Que susto Sam! – Gritou a
Bianca levando a mão ao coração. – Ainda não recuperei do choque de há pouco!
-És filho do Rick e Caroline
Dark?! – Perguntou o Sam surpreendido.
-Shhh! – Disse o Damon a ir
fechar a porta a correr e a virar-se para o Sam. – Sou… porquê esse espanto?
Conhece-os?
-Eles são a dupla de ouro a lenda
da Polícia Judiciaria! A minha fonte de inspiração. A Justiça que sempre
fizeram… o bem… Espera aí, vou mostrar-te – Disse o Sam a sair do quarto.
O Sam foi a correr até ao seu quarto
e trouxe jornais e deu-os ao Damon mostrando inúmeros casos que Rick e Caroline
Dark resolveram praticando sempre o bem, até que o Damon passou por uma notícia
que dizia: “A dupla de ouro da PJ foi brutalmente assassinada”, no enredo da
notícia, que o Damon leu em voz alto dizia:
“No
passado dia 23 de Agosto de 1997, às onze da noite a melhor dupla de ouro da
PJ, Rick e Caroline Dark, foi morta a tiro depois de serem torturados. Iam em
viagem com o seu filho de dois anos, Damon Dark, quando sem saberem o assassino
que buscava vingança ia no carro escondido, apontou a arma ao seu filho
ameaçando-os, e fazendo-os irem até o cais da cidade de Lisboa que se
encontrava vazio. Caroline pegou no filho cobrindo-o enquanto o Rick protegia
sua família, até que após ser torturado levou um tiro na cabeça, e a seguir fez
o mesmo à sua esposa Caroline, entretanto chegou a polícia que recebeu queixa
de suspeito e de o som de tiros, impedindo o bebé de dois anos ser morto, e o
paradeiro do bebé como do assassino até agora é desconhecido. Amanhã dia 25 de
agosto de 1997 será o funeral destas duas grandes personalidades heroicas, que
conservaram o crime longe da nossa cidade, que mantiveram sempre a justiça e
que eram fonte de referência e admiradas por várias pessoas.”
Estavam todos em estado de
choque e momentos depois o Damon começou a ficar furioso, agarrado ao jornal, e
foi a correr até à sala, onde estavam o John, o Will, o Dave, o Tyler, a Elena,
o Robert, o George e a Lauren sentados, e a Bianca e o Sam foram atrás dele a
correr.
-Foram vocês que mataram os
meus pais biológicos?! – Perguntou o Damon olhando com ódio para o George e
para a Lauren.
-Do que estás tu a falar
filho? – Perguntou a Lauren nervosa, e todos ficaram confusos.
-Calma Damon, por favor. –
Disse a Bianca agarrando a mão do Damon que desalagou.
-Eu há alguns anos descobri
que vocês não eram os meus pais biológicos e eu soube o nome deles, e agora
descobri isto! – Disse o Damon mostrando o jornal. – O paradeiro do bebé é
desconhecido como o do assassino, o bebé que era eu, e vocês os assassinos,
pode ser a explicação para nunca me terem dito nada!
O Will pegou no jornal,
enquanto ele, o Dave, o Tyler, o John, e a Elena liam o artigo.
-Não queríamos que
descobrisses assim… não sabíamos como contar, primeiro não matamos os teus pais
biológicos e acho que está na hora de te contar a verdade, eu, a Lauren, o
Robert e a mãe do Sam e da Bianca eramos amigos deles, a tua mãe mandou-me uma
mensagem a pedir ajuda, chamei a polícia e fui até lá com eles, mas tarde
demais então pedi para te levar comigo para te proteger eles concordaram, tudo
feito em silêncio para o assassino não saber e vir atrás de ti, fomos ao
tribunal, segurança social, registo civil, e colocamos-te como sendo nosso
filho, e criamos-te demos-te amor e carinho como fosses nosso filho. – Explicou
o George.
A Lauren, o Robert e o George
ao se lembrarem do que aconteceu ficaram com um ar triste, e os restantes
ficaram admirados e em estado de choque até que o Damon pegou no jornal que
tinha rodado por todos e saiu pela porta fora e quando a Bianca ia atrás dele o
John segurou-a pela mão.
-Acho que o melhor é deixá-lo
sozinho neste momento. – Disse o John largando-a ao ver o olhar de preocupação
da sua amada.
O Damon andou pela rua vazia
toda a noite, uma noite fria, com as estrelas cintilantes no céu, só com elas e
os candeeiros a iluminar a noite gelada que de um momento para o outro passou de
alegrias para tristezas, de descobertas e desilusões.
Quando amanheceu e eram nove da
manhã o Damon dirigiu-se até ao posto da Polícia Judiciária exigindo para falar
com a chefe, e passado umas duas horas conseguiu entrar no escritório dela, um
escritório com uma secretária com pequeno um computador, um armário com vários
casos arquivados, quadros de honra, e na cadeira a mexer no computador estava
uma senhora na casa dos quarenta, porém bem conservada, de cabelo loiro
apanhado, pele clara, olhos azuis, e vestia uma camisa branca, com umas calças
de ganga e sapatilhas pretas.
-Bom dia, eu sou a chefe aqui
do posto da Polícia Judiciaria, Anastasia Grey. Em que lhe posso ajudar? Soube
que insistiu muito para falar comigo. – Perguntou Anastasia sem desviar o olhar
do computador.
-Quero os pormenores dos meus
pais e quem os matou! – Afirmou o Damon com brusquidão que vez Anastasia ficar
curiosa e levantar o seu olhar para ele.
-E quem são seus pais? –
Perguntou Anastasia.
O Damon atirou o jornal que o
Sam lhe dera, para a frente de Anastasia, e quando ela pegou no jornal e
percebeu que o rapaz que estava à sua frente seria possivelmente o filho dos
melhores agentes alguma vez vistos, ficou de boquiaberta.
-És o filho desaparecido de
Rick e Caroline Dark? És o Damon Dark?! – Perguntou Anastasia ainda chocada.
-Sim sou! E lamento afirmar,
meu nome agora é Damon Evans, a maneira de me esconder do assassino. – Respondeu
o Damon.
-E em que lhe posso ajudar? –
Perguntou Anastasia.
-Como eram os meus pais? Quem
era o assassino? Quem eram eles? – Pediu o Damon sentando-se na cadeira à
frente da secretária e de Anastasia que o olhava compreensiva e ainda um pouco
chocada.
Ela levantou-se e foi até ao
armário, abriu e tirou um arquivo, a morte dos pais do Damon, e outro arquivo
com os assassinos que eles resolveram e seus currículos e deu ao Damon ao
sentar-se mantendo-se calado.
Quando ele abriu a pasta viu
fotos de seus pais biológicos, adotivos, o Robert, uma mulher que muito
provavelmente era a mãe do Sam e da Bianca, e três bebés, em cada casal, o
Damon nos braços de seus pais biológicos, a Bianca nos braços dos seus pais
adotivos e o Sam nos braços do Robert e da mãe deles.
Ele não conseguiu evitar de chorar
ao ver todos felizes, como bons amigos, os bebés que sorriam, e davam as mãos e
seus pais com a mesma animação e carinho nos olhares.
-Posso ficar com esta foto? –
Pediu o Damon.
A Anastasia sorriu e abanou a
cabeça afirmando que sim, e colocou sua mão em cima da do Damon numa forma
maternal.
-Agora que sabes disso,
muitos podem descobrir em breve, toma cuidado, a ti e a todos à tua volta, a
quem mais amas, os assassinos por vezes para nos fazer sofrer usam o que a
pessoa mais ama. – Aconselhou Anastasia.
O Damon inconscientemente
pensou na Bianca, passando os seus dedos por seu corpo de bebé e da Bianca na
fotografia.
-Não só eu estou em perigo,
como toda a minha família… e ela. – Disse o Damon passando o dedo com um ar
protetor e carinhoso na fotografia em Bianca.
Anastasia afirmou que sim, com
a cabeça, e ele respondeu com um sorriso mostrando gratidão, e leu cada um dos
casos e arquivos sobre eles.
Satisfeito, o Damon levantou-se
e entregou os arquivos e tudo sobre os seus pais biológicos à Anastasia exceto
a fotografia, estendeu a mão a ela e com um sorriso de orgulho e de agradecimento.
-Obrigado por me dar a
oportunidade de conhecer assim os meus pais. – Disse o Damon afastando-se.
-De nada, és o filho dos
membros mais respeitáveis e eu tive contigo nos meus braços. – Disse Anastasia
a sorrir. – Se precisares de algo vem ter comigo, irei ajudar de alguma forma.
-É pena não ser como eles… um
ser da luz e quente. – Disse o Damon com um sorriso esforçado.
-Como assim Damon? –
Perguntou a Anastasia confusa.
-Eu sou um ser das trevas,
mau, egoísta, sem sentimentos, um coração de gelo, mas talvez agora o meu
coração descongele. – Explicou o Damon a olhar para a Bianca na fotografia em
bebé com um sorriso.
-Todos temos a nossa maneira
de ser, e essa maneira de ser deve-se sempre a alguma coisa, não tens culpa,
mas também há sempre uma salvação, agora aceitar ou não a luz dessa salvação é
nossa escolha, tu pelo que vejo aceitaste, e essa salvação tem a haver com essa
menina, não é? Conheces? – Disse a Anastasia a sorrir para ele.
-Sim conheço, e sim, ela é a
luz que está a descongelar-me, é a minha salvação e não quero perde-la por
nada! – Disse o Damon a sorrir. – Vou indo, mais uma vez muito obrigado Sr.ª
Grey.
-Trata-me só por Anastasia,
como os teus pais o faziam, e de nada. – Disse a Anastasia a sorrir.
-Ok… adeus Anastasia e obrigado. – Disse o
Damon despedindo-se, guardando a foto no porta-moedas e saindo.
Ao sair do posto da Policia
Judiciaria passado uma hora a falar com a Anastasia, saindo de lá às doze
horas, sendo cercado por jornalistas a fazerem-lhe perguntas e a perguntarem se
era mesmo o filho desaparecido dos heróis da PJ, onde tinha estado escondido…
até que se conseguiu livrar-se e esconder-se, chegando a casa, fechando a porta
rapidamente e sentando-se encostado à porta, e todos que tinham estado
preocupados e acordados a noite toda foram a correr até à entrada.
-Eras também muito fofinha em
bebé. – Disse o Damon ofegante depois de correr tanto e a sorrir, ainda sentado
e todos ficaram confusos e ele tirou a foto do porta-moedas e mostrou a todos,
aos seus amigos e família. – Eu, a Bianca e o Sam.
-Ohhh, olhem só vocês os
três! Que fofos! – Disse o Tyler.
-Parece que o destino tinha
de vos juntar de novo. – Afirmou o Dave pegando na foto.
-Mas mudando de assunto! –
Começou o John furioso e um pouco preocupado.
-Tem calma John, eu sei que
eu é que fiquei com a Bianca, mas concordamos em ser amigos. – Afirmou o Damon
levantando as mãos em tom de defensiva.
-Eu estou ainda irritado
contigo por causa disso, mas não só! – Afirmou o John, e o Damon ficou confuso
e o John agarrou pela t-shirt do Damon fazendo-o levantar-se e encostou-o à
porta. – Como em poucas horas já estás no jornal da uma?! Todo mundo já deve
saber que estás vivo! Os teus pais lutaram para te proteger e manter em
segurança não revelando que estavas vivo, e agora tens os jornalistas atrás e
daqui a pouco assassinos! E estávamos preocupados! A NOITE TODA!
-Eu sei lá! Eu andei por aí a
passear, e depois fui à PJ, pedir para falar com a chefe, e depois quando saí
tinha montes de jornalistas à minha volta a fazerem-me perguntas e a correr
atrás de mim… EU NÃO COMENTEI COM NINGUÉM! E desculpem preocupar todos, estava
de cabeça quente. – Justificou-se o Damon e o John largou-o.
-Então… como? – Perguntou o
Will.
A Bianca tirou entretanto a
fotografia das mãos do Dave e ficou a olhar para a sua família, seu pai, seu
irmão e sua mãe, uma mulher de olhos esverdeados e cabelos castanho ondulado e
brilhante… pareciam tão felizes.
-É… a mãe? – Perguntou a
Bianca entre soluços pelas lágrimas que começou a derramar.
-Pois é… eras pequena quando
ela foi morta. – Disse o Sam com uma voz triste ao abraçar a sua irmã e se
juntando a ela a ver a fotografia. – Eu ainda me lembro do carinho, da ternura,
mas provavelmente tu não, eras mais pequena. Tinhas dois anos. Mas sim… é ela
aí.
-Ela era linda! – Afirmou a
Bianca a limpar as lágrimas.
-Desculpem perguntar mas…
como é que ela morreu? – Perguntou a Elena. – Nunca chegaram a contar.
-Elena! – Disseram o Damon, o
Tyler, o Dave, o John e o Will em sintonia enquanto todos baixavam a cabeça
maios tristes.
-Foi precisamente um ano
depois à morte dos pais do Damon, nem mais nem menos, exatamente um ano… minha
mulher foi feita refém com a Bianca pelo assassino dos teus pais, andava à tua
procura, mas a minha mulher recusou-se a falar e quando ele disparou contra a
Bianca, ela colocou-se à frente sendo baleada no coração, tudo que tínhamos…
dinheiro, joias, ouro e coisas preciosas foram levadas e a casa queimada, o
corpo da minha mulher e a Bianca que chorava estavam lá dentro… Quando lá
cheguei com o Sam, com o Damon, e com os Evans depois de tratarmos de tudo para
a legalização do Damon para ser filho adotivos deles, vimos a casa a arder,
ficamos chocados, e o Damon fazia de tudo para sair do colo da Lauren abrindo
os braços em direção à casa e gritando a primeira palavra: “Bianca”. – Disse o
Robert parando por estar a começar a chorar.
-Eu larguei o Damon que se
encaminhou para dentro da casa, os primeiros passos dele… sempre a chamar pela
Bianca e a choramingar, em seguida recuperado do choque o Sam também começou a
chorar e a gritar pela mãe e pela sua irmãzinha. – Continuou a Lauren.
-A Lauren pegou no Damon, e
eu fui a correr para ir buscar a mãe deles e a Bianca, quando lá cheguei, vi a
Bianca a chorar muito debaixo de sua mãe… estava cheia de sangue. Retirei-a e
vi que era tarde demais para a sua mãe. Fui aos quartos, peguei nos ursinhos e
nas mantas que o Sam e a Bianca adoravam por ser da sua mãe e o lenço que ela
oferecera ao Robert e saí. Contei a eles o que se passara, e depois chegou a
PJ, a ambulância e acabou aí, separamo-nos para nenhum ficar em perigo, mas
quando descobri que eles estavam naquele lugar trouxe-os para aqui, passados
cerca de 15 anos a encobrir, para descongelar o coração do Damon, já que em bebés
eles eram inseparáveis, adoravam-se! O assassino não iria descobrir… mas parece
que irá descobrir em breve. – Concluiu o George.
Todos ficaram chocados ao ouvir
aquilo, até o Sam, o Damon e a Bianca que tinham vivido aquilo e não se
lembravam por causa do choque que tinham levado, e não sabiam pois tinham
escondido.
-A culpa da mãe da rapariga
que amo morrer foi… minha? – Perguntou o Damon baixinho para ele mesmo
sentindo-se culpado.
-Não… - Disse o Robert com
sinceridade.
-Então foi o quê? – Perguntou
o Damon levantando-se e vendo os seus pais adotivos, a Bianca, o Robert e o Sam
a chorar, e os amigos chocados.
-O caso que os teus pais
estavam a resolver, o assassino que os matou… era um homem que andava a
assaltar grandes empresas, como do Robert, a nossa e também incluía os teus
pais, pois eram demasiado bons, estávamos na sua lista antes da morte deles. –
Explicou o George.
-A partir de agora… todos
temos de ter cuidado, mas todos mesmo, todos os que estão nesta sala! – Afirmou
a Lauren quando bateram à porta com força fazendo o Damon recuar para trás e
todos se encolherem, menos os rapazes que ficaram à frente.
-Sou eu! A Anastasia Grey!
A Lauren com um ar aliviado foi
à porta e abriu-a abraçando-a e fecharam rapidamente a porta.
-Desculpa pelo que aconteceu
Damon, ao que parece, eu tinha um microfone na minha secretária este tempo
TODO, desde há 15 anos sem saber… o assassino deve ter colocado sem me ninguém
se aperceber e espalhado a história, para ganhar dinheiro. Desculpem-me todos.
Que bom voltar a ver todos vocês, cresceram muito Bianca e Sam… Lauren, Robert
e George… vocês estão mais velhos. – Disse a Anastasia.
-Já superamos no passado,
vamos superar desta vez também, não te preocupes. – Disse a Lauren.
-É bom ver-te também ao fim de 15 anos, também
não estás má para a tua idade. – Disse o George.
-Estás a chamar-me de velha
George? – Perguntou a Anastasia a rir.
O John já estava farto de ouvir
aquilo quando estavam todos chocados, a praticamente a chorar, e em perigo,
incluindo a pessoa que amava, a Bianca.
-“Superar desta vez também”?!
Três pessoas foram mortas no passado! A Bianca e o Damon quase morreram no
passado! – Disse o John furiosamente.
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